PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
O risco de aspiração de corpo estranho é maior em crianças entre 1 e 3 anos de idade, quando houver suspeita de aspiração de corpo estranho, deve se observar que:
Estridor súbito em criança + suspeita aspiração → RX pescoço PA/Lateral para densidade subglótica.
Em casos de estridor súbito por suspeita de aspiração de corpo estranho, as radiografias de pescoço (PA e lateral) são úteis mesmo para corpos estranhos radiolúcidos, pois podem revelar sinais indiretos como edema de tecidos moles ou densidade subglótica, indicando obstrução ou inflamação.
A aspiração de corpo estranho é uma emergência pediátrica comum, principalmente em crianças de 1 a 3 anos, devido à exploração oral e imaturidade dos reflexos de deglutição. O diagnóstico precoce é crucial para prevenir complicações graves, como asfixia, pneumonia e bronquiectasias. A anamnese detalhada, incluindo relato de engasgo, é importante, mas sua ausência não exclui o diagnóstico. O diagnóstico envolve a suspeita clínica e exames de imagem. Radiografias simples de tórax e pescoço (PA e lateral) são as primeiras a serem realizadas. Embora corpos estranhos radiolúcidos não sejam visíveis diretamente, as radiografias podem mostrar sinais indiretos, como hiperinsuflação, atelectasia, desvio mediastinal ou, no caso de obstrução alta, edema de tecidos moles ou densidade subglótica no pescoço. A tomografia computadorizada pode ser útil em casos selecionados, mas a broncoscopia rígida é o padrão-ouro para confirmação e remoção. O manejo da aspiração de corpo estranho é primariamente a remoção endoscópica. Em casos de obstrução grave das vias aéreas superiores, manobras de desobstrução (Heimlich para maiores de 1 ano, palmadas nas costas e compressões torácicas para lactentes) devem ser realizadas imediatamente. A prevenção, com a educação dos pais sobre alimentos e objetos perigosos, é fundamental para reduzir a incidência dessa condição.
Os sintomas variam de tosse súbita, engasgos e estridor a dispneia, cianose e sibilância unilateral. Em casos de obstrução completa, pode haver afonia e incapacidade de respirar.
A radiografia pode identificar corpos estranhos radiopacos, mas também sinais indiretos como hiperinsuflação pulmonar unilateral, atelectasia, desvio mediastinal ou edema de tecidos moles no pescoço, mesmo para corpos radiolúcidos.
A broncoscopia é o padrão-ouro para o diagnóstico e remoção de corpos estranhos, sendo indicada em casos de alta suspeição clínica, mesmo com exames de imagem normais, ou quando há sinais de obstrução persistente.
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