Aspiração de Corpo Estranho Pediátrico: Diagnóstico e Conduta

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025

Enunciado

Criança de 2 anos dá entrada na emergência com quadro súbito de insuficiência respiratória. Acompanhante informa que a menor estava bem há aproximadamente quatro horas da admissão, brincando com os brinquedos da irmã. Nega febre ou sintomas de vias aéreas superiores. Ao exame, apresenta-se afebril, pálida, estridor respiratório, cianose perioral e de extremidades ausculta pulmonar com murmúrio vesicular diminuído em HTD e sibilos esparsos. O diagnóstico mais provável e sua conduta é:

Alternativas

  1. A) Laringite aguda, inalação com adrenalina e corticoide oral ou parenteral.
  2. B) Epiglotite, intubação e uso de antibiótico parenteral.
  3. C) Aspiração de corpo estranho e broncoscopia.
  4. D) Asma grave e broncodilatador inalatório e corticoide oral ou parenteral.
  5. E) Pneumonia aguda grave.

Pérola Clínica

Criança com IR súbita, estridor, MV ↓ unilateral, sem febre → Aspiração de corpo estranho.

Resumo-Chave

O quadro súbito de insuficiência respiratória em criança previamente saudável, sem febre, com sinais de obstrução de vias aéreas (estridor, sibilos, murmúrio vesicular diminuído unilateralmente) é altamente sugestivo de aspiração de corpo estranho. A broncoscopia é o método diagnóstico e terapêutico de escolha.

Contexto Educacional

A aspiração de corpo estranho (ACE) é uma emergência pediátrica comum, especialmente em crianças de 1 a 3 anos, devido à sua curiosidade oral e imaturidade da coordenação da deglutição. O quadro clínico é frequentemente de início súbito, com tosse, engasgos e desconforto respiratório, em uma criança previamente saudável, sem febre ou sintomas de infecção de vias aéreas superiores. A apresentação pode variar dependendo da localização do corpo estranho. Na laringe ou traqueia, pode causar estridor e insuficiência respiratória grave. Se o corpo estranho migrar para os brônquios, pode haver sibilância localizada, murmúrio vesicular diminuído unilateralmente e, a longo prazo, atelectasia ou pneumonia de repetição. A cianose perioral e de extremidades indica hipoxemia. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. Radiografias de tórax podem ser úteis se o corpo estranho for radiopaco, mas muitos são radiotransparentes. A broncoscopia rígida é o padrão-ouro para o diagnóstico e remoção do corpo estranho, sendo um procedimento tanto diagnóstico quanto terapêutico. O manejo rápido é crucial para prevenir complicações graves como hipóxia cerebral e morte.

Perguntas Frequentes

Quais os sinais e sintomas de aspiração de corpo estranho em crianças?

Os sinais incluem início súbito de tosse, engasgos, estridor, sibilância, cianose, e em casos mais graves, insuficiência respiratória e murmúrio vesicular diminuído unilateralmente.

Qual a conduta inicial em caso de suspeita de aspiração de corpo estranho?

Em casos de obstrução grave, realizar manobras de desobstrução (Heimlich ou palmadas nas costas/compressões torácicas em lactentes). Em casos de obstrução parcial ou suspeita, a broncoscopia é o procedimento diagnóstico e terapêutico.

Como diferenciar aspiração de corpo estranho de outras causas de insuficiência respiratória?

A aspiração geralmente tem início súbito, sem pródromos febris ou sintomas de infecção viral, e pode apresentar achados unilaterais na ausculta pulmonar.

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