HSL Copacabana - Hospital São Lucas Copacabana (RJ) — Prova 2020
Pré-escolar de cinco anos é levado à unidade de pronto-atendimento pela mãe que relatou quadro de febre, tosse e cansaço há 48 horas. O exame físico revela ausculta pulmonar com estertoração localizada à direita. Raio-X de tórax: hipotransparência em hemitórax direito. Nos últimos seis meses, é a terceira vez que apresenta os mesmos sintomas e imagem pulmonar no mesmo local. A mãe referiu que a criança sempre foi saudável. Na família, só a criança tem apresentado esses sintomas. O diagnóstico mais provável para esse caso é:
Pneumonia recorrente localizada em criança saudável → suspeitar aspiração de corpo estranho.
A aspiração de corpo estranho em crianças é uma causa comum de sintomas respiratórios recorrentes, como tosse e febre, especialmente quando há achados radiológicos persistentes ou recorrentes na mesma localização pulmonar. A história de saúde prévia e a ausência de outros casos na família reforçam a hipótese de um fator mecânico local.
A aspiração de corpo estranho (ACE) é uma emergência pediátrica comum, especialmente em pré-escolares, devido à exploração oral e imaturidade dos mecanismos de deglutição e tosse. É uma causa frequente de morbidade e mortalidade, sendo crucial o diagnóstico precoce para evitar complicações como pneumonias de repetição, bronquiectasias e abscesso pulmonar. A suspeita clínica é fundamental, baseada na história e exame físico. O diagnóstico da ACE é desafiador, pois os sintomas podem ser inespecíficos e mimetizar outras condições respiratórias. A tríade clássica de tosse, sibilância e dispneia pode não estar presente. A história de engasgo é um forte indicativo, mas nem sempre relatada. Achados como pneumonia recorrente ou persistente, sibilância unilateral ou atelectasia em radiografia de tórax devem levantar a suspeita. A broncoscopia é o método diagnóstico e terapêutico definitivo. O manejo da ACE envolve a estabilização do paciente e a remoção do corpo estranho. Em casos de obstrução completa, manobras de desobstrução devem ser realizadas. A broncoscopia rígida é o procedimento de escolha para a remoção, realizada sob anestesia geral. O prognóstico é geralmente bom com a remoção oportuna, mas atrasos podem levar a sequelas pulmonares graves.
Sinais incluem tosse súbita, engasgo, sibilância unilateral e infecções respiratórias recorrentes ou persistentes na mesma localização pulmonar, especialmente em pré-escolares.
A radiografia de tórax é o exame inicial, podendo mostrar hiperinsuflação, atelectasia ou infiltrado localizado, mas um exame normal não exclui o diagnóstico de corpo estranho.
A broncoscopia rígida é o padrão-ouro para diagnóstico e remoção de corpo estranho em vias aéreas, sendo um procedimento terapêutico e diagnóstico essencial.
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