FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2022
Criança, 1 ano e 18 meses, desenvolve subitamente estridor inspiratório, taquipneia e retrações torácicas. Não apresenta febre e, com exceção do estridor, seus pulmões estão limpos e o exame físico geral está normal. A radiografia de tórax não revela anomalias. O diagnóstico mais provável para o caso narrado é:
Aspiração corpo estranho: estridor súbito, sem febre, pulmões limpos, RX normal em criança < 3 anos.
A aspiração de corpo estranho deve ser fortemente suspeitada em crianças pequenas com início súbito de sintomas respiratórios como estridor, taquipneia e retrações, especialmente na ausência de febre e com exame pulmonar e radiografia de tórax inicialmente normais. A idade de 1 a 3 anos é a de maior risco devido à exploração oral e imaturidade da deglutição.
A aspiração de corpo estranho (ACE) é uma emergência pediátrica comum, especialmente em crianças de 1 a 3 anos, devido à sua tendência de explorar objetos com a boca e à imaturidade dos mecanismos de deglutição e proteção das vias aéreas. Objetos pequenos, alimentos como amendoim e pipoca, são os mais frequentemente aspirados, podendo causar obstrução parcial ou completa das vias aéreas. O diagnóstico de ACE é primariamente clínico, baseado na história de início súbito de tosse, engasgos, estridor ou sibilância, muitas vezes na ausência de febre. O exame físico pode revelar assimetria de murmúrio vesicular, sibilância localizada ou sinais de esforço respiratório. A radiografia de tórax pode ser normal ou mostrar sinais indiretos como hiperinsuflação, atelectasia ou pneumonia pós-obstrutiva. A broncoscopia rígida é o método diagnóstico e terapêutico definitivo. O manejo da ACE exige reconhecimento rápido e intervenção. Em casos de obstrução grave com incapacidade de tossir ou falar, manobras de desobstrução (Heimlich para crianças maiores, golpes nas costas e compressões torácicas para lactentes) são cruciais. Em casos de obstrução parcial ou suspeita, a criança deve ser encaminhada para avaliação especializada e broncoscopia, a fim de evitar complicações como pneumonia recorrente, bronquiectasias ou abscesso pulmonar.
Os sinais de alerta incluem início súbito de estridor inspiratório, tosse, engasgos, taquipneia e retrações torácicas, geralmente sem febre. A criança pode apresentar cianose e dificuldade respiratória progressiva.
A radiografia de tórax pode ser normal em até 50% dos casos, especialmente se o corpo estranho for radiotransparente. No entanto, pode revelar sinais indiretos como hiperinsuflação unilateral, atelectasia ou desvio de mediastino.
A conduta inicial depende da gravidade. Em caso de obstrução grave, realizar manobras de desobstrução (Heimlich para >1 ano, compressões torácicas e golpes nas costas para <1 ano). Em casos estáveis, a broncoscopia é o padrão-ouro para diagnóstico e remoção.
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