HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2019
Paciente de 3 anos, sem antecedentes mórbidos para qualquer doença, sem história de atopia, procura o pronto-socorro com história de tosse de início súbito, intensa, emetizante, acompanhada de dispneia e cianose. Quando chega ao Pronto Socorro, faz 3 aerossóis com beta-2 adrenérgico, sem melhora significativa da dispneia e da tosse. Raio X de tórax mostra consolidação com perda de volume em lobo médio direito. Qual seria a sua conduta?
Tosse súbita intensa + dispneia + cianose em criança sem atopia → suspeitar aspiração corpo estranho.
A aspiração de corpo estranho em crianças é uma emergência pediátrica que deve ser fortemente suspeitada em quadros de início súbito de tosse, dispneia e cianose, especialmente se houver falha na resposta a broncodilatadores e achados radiológicos como atelectasia. A broncoscopia é o método diagnóstico e terapêutico de escolha.
A aspiração de corpo estranho é uma causa comum de morbimortalidade em crianças pequenas, especialmente entre 1 e 3 anos de idade, devido à sua curiosidade e imaturidade da coordenação orofaríngea. O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações graves como pneumonia de repetição, bronquiectasias ou até asfixia. O quadro clínico típico envolve um evento de engasgo seguido por tosse súbita, dispneia e sibilância. A ausculta pulmonar pode revelar assimetria de murmúrio vesicular ou sibilância localizada. Radiografias de tórax podem mostrar hiperinsuflação unilateral, atelectasia ou, raramente, o corpo estranho radiopaco. A broncoscopia rígida é o padrão-ouro para o diagnóstico e tratamento, permitindo a remoção do corpo estranho. É vital que os residentes estejam aptos a suspeitar e manejar esses casos prontamente, evitando atrasos que podem comprometer o prognóstico do paciente.
Os sinais clássicos incluem tosse de início súbito, intensa e emetizante, acompanhada de dispneia e, em casos graves, cianose.
A broncoscopia é o método de escolha porque permite tanto a visualização direta do corpo estranho quanto sua remoção, sendo diagnóstica e terapêutica.
A aspiração de corpo estranho geralmente tem início súbito, sem pródromos infecciosos ou história de atopia, e não responde a broncodilatadores. Achados radiológicos como atelectasia localizada reforçam a suspeita.
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