Diagnóstico de Aspiração de Corpo Estranho em Crianças

PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025

Enunciado

O risco de aspiração de corpo estranho é maior em crianças entre 1 e 3 anos de idade. Em caso de quando suspeita de aspiração de corpo estranho, deve se observar que:

Alternativas

  1. A) A anamnese é essencial, uma vez que é improvável a ocorrência de aspiração de corpo estranho na ausência de relato de engasgo/sufocação; sem relatos confiáveis, os exames de imagem são desnecessários, pois acrescentam mais riscos que benefícios aos pacientes.
  2. B) Para casos de dispneia súbita, devem ser realizadas radiografias simples do tórax com vistas posteroanterior e lateral (ou decúbito), sendo suficientes para excluir o diagnóstico de aspiração de corpo estranho quando não apresentarem alterações.
  3. C) Se houver estridor súbito, deve ser realizada radiografias do pescoço póstero-anterior e lateral; mesmo que o corpo estranho seja radiolúcido, as radiografias podem sugerir o diagnóstico se mostrarem densidade subglótica.
  4. D) Após relato de suspeita de engasgo/sufocação, com exame físico inalterado, o paciente deve ser reavaliado após um período de 24 horas. se permanecer assintomático nesse período, nenhum exame é necessário.

Pérola Clínica

Suspeita de corpo estranho + Estridor → RX de pescoço (AP e Perfil) pode mostrar sinal subglótico.

Resumo-Chave

Radiografias normais não excluem aspiração de corpo estranho; sinais indiretos e a história clínica são soberanos na indicação de broncoscopia.

Contexto Educacional

A aspiração de corpo estranho é uma emergência pediátrica comum na faixa de 1 a 3 anos devido à exploração oral e imaturidade da deglutição. O quadro clínico clássico é de tosse súbita e engasgo. A propedêutica radiológica deve incluir tórax e pescoço, mas o médico deve estar ciente de que exames normais ocorrem em até 30% dos casos comprovados. A broncoscopia rígida permanece o padrão-ouro tanto para o diagnóstico definitivo quanto para a remoção terapêutica do objeto.

Perguntas Frequentes

Quais os achados radiológicos indiretos de corpo estranho?

Como muitos corpos estranhos são radiolúcidos (plásticos, vegetais), o diagnóstico radiológico baseia-se em sinais indiretos como: aprisionamento aéreo (hiperinsuflação localizada), atelectasia, desvio do mediastino ou, no caso de localização subglótica, um aumento da densidade ou estreitamento da via aérea no RX de pescoço.

O que fazer se a história sugere aspiração mas o exame físico é normal?

A história de engasgo súbito (evento sentinela) tem alto valor preditivo positivo. Mesmo com exame físico e radiografias iniciais normais, se a suspeita clínica for alta, o paciente deve ser submetido à broncoscopia diagnóstica, pois o atraso no diagnóstico pode levar a complicações como pneumonia obstrutiva e bronquiectasias.

Qual a utilidade do RX de pescoço na aspiração?

O RX de pescoço nas incidências póstero-anterior e lateral é fundamental quando há estridor, sugerindo que o corpo estranho está impactado na laringe ou traqueia superior. Ele pode revelar objetos radiopacos ou deformidades na coluna de ar subglótica que confirmam a obstrução alta.

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