PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
O risco de aspiração de corpo estranho é maior em crianças entre 1 e 3 anos de idade. Em caso de quando suspeita de aspiração de corpo estranho, deve se observar que:
Suspeita de corpo estranho + Estridor → RX de pescoço (AP e Perfil) pode mostrar sinal subglótico.
Radiografias normais não excluem aspiração de corpo estranho; sinais indiretos e a história clínica são soberanos na indicação de broncoscopia.
A aspiração de corpo estranho é uma emergência pediátrica comum na faixa de 1 a 3 anos devido à exploração oral e imaturidade da deglutição. O quadro clínico clássico é de tosse súbita e engasgo. A propedêutica radiológica deve incluir tórax e pescoço, mas o médico deve estar ciente de que exames normais ocorrem em até 30% dos casos comprovados. A broncoscopia rígida permanece o padrão-ouro tanto para o diagnóstico definitivo quanto para a remoção terapêutica do objeto.
Como muitos corpos estranhos são radiolúcidos (plásticos, vegetais), o diagnóstico radiológico baseia-se em sinais indiretos como: aprisionamento aéreo (hiperinsuflação localizada), atelectasia, desvio do mediastino ou, no caso de localização subglótica, um aumento da densidade ou estreitamento da via aérea no RX de pescoço.
A história de engasgo súbito (evento sentinela) tem alto valor preditivo positivo. Mesmo com exame físico e radiografias iniciais normais, se a suspeita clínica for alta, o paciente deve ser submetido à broncoscopia diagnóstica, pois o atraso no diagnóstico pode levar a complicações como pneumonia obstrutiva e bronquiectasias.
O RX de pescoço nas incidências póstero-anterior e lateral é fundamental quando há estridor, sugerindo que o corpo estranho está impactado na laringe ou traqueia superior. Ele pode revelar objetos radiopacos ou deformidades na coluna de ar subglótica que confirmam a obstrução alta.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo