UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020
Lactente, 2 anos e 8 meses, é levado no consultório pediátrico devido a tosse e chiado no peito há 6 dias. Ao exame, nota-se ativo, desperto, contactuante, cooperativo, sem sinais de toxemia, com discreta dispneia. Roncos e sibilos difusos e murmúrio vesicular diminuído em hemitórax direito. Ao raio-x, observa-se hiperinsuflação à direita com desvio das estruturas mediastinais para esquerda. A principal hipótese diagnóstica e a conduta mais adequada seriam:
Lactente com tosse/chiado persistente, MV ↓ unilateral + hiperinsuflação/desvio mediastinal → Aspiração de corpo estranho.
A aspiração de corpo estranho em lactentes e crianças pequenas é uma emergência pediátrica. A tríade clássica (tosse, chiado, dispneia) associada a achados radiológicos de hiperinsuflação unilateral e desvio mediastinal é altamente sugestiva, e a broncoscopia é o método diagnóstico e terapêutico de escolha.
A aspiração de corpo estranho (ACE) é uma emergência pediátrica comum, especialmente em lactentes e crianças pequenas (entre 1 e 3 anos), devido à sua tendência de explorar objetos com a boca e à imaturidade do reflexo de tosse. É crucial para residentes e estudantes de pediatria manterem um alto índice de suspeita, pois o diagnóstico tardio pode levar a complicações graves, como pneumonia recorrente, bronquiectasias e até óbito. A fisiopatologia da ACE depende da localização e do tamanho do corpo estranho. Na maioria dos casos, o objeto se aloja nos brônquios principais (mais frequentemente no direito). Um corpo estranho pode causar obstrução parcial (mecanismo de válvula, levando à hiperinsuflação distal) ou total (levando à atelectasia). Os sintomas variam desde tosse súbita e engasgos no momento da aspiração até sintomas respiratórios crônicos, como tosse persistente, chiado e infecções de repetição. O diagnóstico é baseado na história clínica (episódio de engasgo), exame físico (assimetria de murmúrio vesicular, sibilos unilaterais) e achados radiológicos. A radiografia de tórax pode mostrar hiperinsuflação unilateral, atelectasia ou desvio mediastinal para o lado oposto à hiperinsuflação. A broncoscopia (geralmente rígida em crianças) é o padrão-ouro para o diagnóstico e tratamento, permitindo a visualização e remoção do corpo estranho. O tratamento precoce é essencial para prevenir morbidade e mortalidade.
Os sinais incluem tosse súbita e intensa, engasgos, chiado (sibilância), dispneia, cianose e, em casos crônicos, tosse persistente, febre e infecções respiratórias de repetição.
Achados comuns incluem hiperinsuflação unilateral (por mecanismo de válvula), atelectasia, infiltrados pulmonares e, em casos de corpo estranho radiopaco, a visualização direta do objeto. O desvio mediastinal é um sinal importante.
A broncoscopia (rígida, em crianças) permite a visualização direta do corpo estranho, sua localização precisa e a remoção segura, sendo tanto diagnóstica quanto terapêutica.
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