SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2025
Leia o trecho abaixo: “É uma infecção oportunista que costuma afetar o trato respiratório inferior, causada pela inalação de esporos de um fungo filamentoso, comumente presente no ambiente. Os esporos germinam e se transformam em hifas, que entram nos vasos sanguíneos e, com doença invasiva, causam necrose hemorrágica e infarto. Os sintomas podem ser os mesmos de asma, pneumonia, sinusite, ou doença sistêmica rapidamente progressiva. O diagnóstico é baseado em exames de imagem, histopatologia e coloração e cultura da amostra. O tratamento é com voriconazol, posaconazol ou isavuconazônio. Uma formulação lipídica de anfotericina B é um tratamento alternativo. Bolas de fungo podem requerer ressecção cirúrgica.” O trecho define:
Fungo filamentoso + angioinvasão + necrose hemorrágica em paciente imunossuprimido = Aspergilose invasiva.
A aspergilose é uma infecção causada pelo fungo *Aspergillus*, caracterizada por sua capacidade de invadir vasos sanguíneos (angioinvasão), levando a trombose, infarto e necrose tecidual. O tratamento de primeira linha para a forma invasiva são os antifúngicos azólicos, como o voriconazol.
A aspergilose é um termo que abrange um espectro de doenças causadas por fungos do gênero *Aspergillus*, comumente encontrados no ambiente. A manifestação clínica depende fundamentalmente do estado imunológico do hospedeiro. Em indivíduos imunocompetentes, pode causar reações alérgicas (ABPA) ou colonizar cavidades pulmonares pré-formadas, criando um aspergiloma (bola fúngica). Em pacientes imunocomprometidos, o *Aspergillus* pode causar a forma mais grave: a aspergilose invasiva. A fisiopatologia central dessa forma é a angioinvasão, onde as hifas do fungo penetram nos vasos sanguíneos, causando trombose, infarto tecidual e necrose hemorrágica. Os pulmões são o sítio mais comum, mas a disseminação para o sistema nervoso central, pele e outros órgãos pode ocorrer, sendo rapidamente fatal se não tratada. O diagnóstico é um desafio e se baseia na combinação de fatores de risco do hospedeiro, achados clínicos, exames de imagem (como a TC de tórax mostrando o 'sinal do halo' ou 'sinal do crescente aéreo') e evidências micológicas (cultura, histopatologia ou detecção do antígeno galactomanana). O tratamento da aspergilose invasiva é uma emergência médica e a terapia de primeira linha é com o antifúngico voriconazol. A ressecção cirúrgica pode ser necessária para aspergilomas sintomáticos ou lesões invasivas localizadas.
Os principais fatores de risco são condições de imunossupressão grave, especialmente neutropenia profunda e prolongada (em pacientes com leucemia), uso de altas doses de corticosteroides, transplante de órgãos sólidos e transplante de células-tronco hematopoiéticas.
O tratamento de escolha é o voriconazol. Alternativas incluem o isavuconazol, posaconazol ou formulações lipídicas de anfotericina B, dependendo do quadro clínico, das comorbidades do paciente e do perfil de sensibilidade do fungo.
O 'sinal do halo' é um achado radiológico precoce e sugestivo de aspergilose invasiva. Consiste em um nódulo ou massa pulmonar com uma área de opacidade em vidro fosco ao redor, que representa a hemorragia decorrente da invasão vascular (angioinvasão) pelo fungo.
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