Aspergilose: Diagnóstico e Tratamento da Infecção Fúngica

SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2025

Enunciado

Leia o trecho abaixo: “É uma infecção oportunista que costuma afetar o trato respiratório inferior, causada pela inalação de esporos de um fungo filamentoso, comumente presente no ambiente. Os esporos germinam e se transformam em hifas, que entram nos vasos sanguíneos e, com doença invasiva, causam necrose hemorrágica e infarto. Os sintomas podem ser os mesmos de asma, pneumonia, sinusite, ou doença sistêmica rapidamente progressiva. O diagnóstico é baseado em exames de imagem, histopatologia e coloração e cultura da amostra. O tratamento é com voriconazol, posaconazol ou isavuconazônio. Uma formulação lipídica de anfotericina B é um tratamento alternativo. Bolas de fungo podem requerer ressecção cirúrgica.” O trecho define:

Alternativas

  1. A) Micose.
  2. B) Aspergilose.
  3. C) Candidíase.
  4. D) Onicomicose.
  5. E) Tinea cruris.

Pérola Clínica

Fungo filamentoso + angioinvasão + necrose hemorrágica em paciente imunossuprimido = Aspergilose invasiva.

Resumo-Chave

A aspergilose é uma infecção causada pelo fungo *Aspergillus*, caracterizada por sua capacidade de invadir vasos sanguíneos (angioinvasão), levando a trombose, infarto e necrose tecidual. O tratamento de primeira linha para a forma invasiva são os antifúngicos azólicos, como o voriconazol.

Contexto Educacional

A aspergilose é um termo que abrange um espectro de doenças causadas por fungos do gênero *Aspergillus*, comumente encontrados no ambiente. A manifestação clínica depende fundamentalmente do estado imunológico do hospedeiro. Em indivíduos imunocompetentes, pode causar reações alérgicas (ABPA) ou colonizar cavidades pulmonares pré-formadas, criando um aspergiloma (bola fúngica). Em pacientes imunocomprometidos, o *Aspergillus* pode causar a forma mais grave: a aspergilose invasiva. A fisiopatologia central dessa forma é a angioinvasão, onde as hifas do fungo penetram nos vasos sanguíneos, causando trombose, infarto tecidual e necrose hemorrágica. Os pulmões são o sítio mais comum, mas a disseminação para o sistema nervoso central, pele e outros órgãos pode ocorrer, sendo rapidamente fatal se não tratada. O diagnóstico é um desafio e se baseia na combinação de fatores de risco do hospedeiro, achados clínicos, exames de imagem (como a TC de tórax mostrando o 'sinal do halo' ou 'sinal do crescente aéreo') e evidências micológicas (cultura, histopatologia ou detecção do antígeno galactomanana). O tratamento da aspergilose invasiva é uma emergência médica e a terapia de primeira linha é com o antifúngico voriconazol. A ressecção cirúrgica pode ser necessária para aspergilomas sintomáticos ou lesões invasivas localizadas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para aspergilose invasiva?

Os principais fatores de risco são condições de imunossupressão grave, especialmente neutropenia profunda e prolongada (em pacientes com leucemia), uso de altas doses de corticosteroides, transplante de órgãos sólidos e transplante de células-tronco hematopoiéticas.

Qual o tratamento de primeira linha para a aspergilose pulmonar invasiva?

O tratamento de escolha é o voriconazol. Alternativas incluem o isavuconazol, posaconazol ou formulações lipídicas de anfotericina B, dependendo do quadro clínico, das comorbidades do paciente e do perfil de sensibilidade do fungo.

O que é o 'sinal do halo' na tomografia de tórax na aspergilose?

O 'sinal do halo' é um achado radiológico precoce e sugestivo de aspergilose invasiva. Consiste em um nódulo ou massa pulmonar com uma área de opacidade em vidro fosco ao redor, que representa a hemorragia decorrente da invasão vascular (angioinvasão) pelo fungo.

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