AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2022
As unidades de transplante de medula óssea e de pacientes neutropênicos pós-quimioterapia para leucemias agudas, especialmente leucemia mieloide aguda, que conseguiram implantar filtro HEPA (High Efficiency Particulate Air) nos quartos diminuíram significativamente principalmente as infecções invasivas por:
Filtro HEPA em ambientes de imunossuprimidos → ↓ infecções invasivas por Aspergillus.
Pacientes neutropênicos, especialmente pós-quimioterapia para leucemias ou transplante de medula óssea, são altamente suscetíveis a infecções fúngicas invasivas. O Aspergillus spp. é um patógeno oportunista comum nesses ambientes, e a filtragem do ar com HEPA é uma medida eficaz para reduzir a exposição e a incidência dessas infecções.
A aspergillose invasiva é uma infecção fúngica grave e frequentemente fatal em pacientes imunocomprometidos, especialmente aqueles com neutropenia prolongada após quimioterapia para leucemias agudas ou transplante de medula óssea. A alta mortalidade e a dificuldade diagnóstica precoce tornam a prevenção uma estratégia crucial no manejo desses pacientes de alto risco. A principal via de infecção por Aspergillus é a inalação de esporos presentes no ar. Em ambientes hospitalares, especialmente em unidades de transplante de medula óssea e oncologia, a qualidade do ar é um fator determinante. A implementação de sistemas de filtragem de ar de alta eficiência, como os filtros HEPA (High Efficiency Particulate Air), é uma medida comprovada para reduzir a concentração de esporos fúngicos no ambiente e, consequentemente, a incidência de infecções invasivas por Aspergillus. Além da filtragem do ar, outras estratégias preventivas incluem a profilaxia antifúngica com agentes como posaconazol ou voriconazol, e a vigilância rigorosa para sinais e sintomas precoces da infecção. O manejo da aspergillose invasiva requer diagnóstico rápido, geralmente por cultura, detecção de galactomanana ou PCR, e tratamento agressivo com antifúngicos sistêmicos, como voriconazol, que é a primeira linha.
Pacientes com neutropenia prolongada, como aqueles submetidos a quimioterapia intensiva para leucemias agudas ou transplante de medula óssea, são os mais suscetíveis devido à profunda imunossupressão.
O filtro HEPA remove partículas do ar, incluindo esporos de Aspergillus, que são ubíquos no ambiente. Isso cria um ambiente com ar mais limpo, reduzindo a exposição e o risco de infecção em pacientes vulneráveis.
As manifestações variam, mas frequentemente envolvem o trato respiratório (pneumonia, sinusite), sistema nervoso central, pele e outros órgãos, com febre persistente e infiltrados pulmonares sendo achados comuns.
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