Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2024
A asma é uma doença heterogênea altamente prevalente, definida pela história de sintomas respiratórios, os quais variam com o tempo e em sua intensidade, sendo esses associados à limitação variável do fluxo aéreo. Estudos internacionais estimam que 20% dos adolescentes brasileiros apresentam sintomas de asma, doença responsável por alta morbidade e grande número de internações anuais. Nesse contexto, assinale V. para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) A classificação da asma se dá de acordo com o controle e gravidade e não possuem relação entre si. ( ) Apesar de ser uma doença amplamente conhecida, o diagnóstico normalmente se dá tardiamente e interfere diretamente no seu controle. ( ) Aspirina e anti-inflamatórios não esteroidais podem causar exacerbação grave, mas os b-bloqueadores auxiliam na prevenção de crises. ( ) Em crianças na faixa etária de 6 - 11 anos, a etapa I. do tratamento consiste na utilização de SABA de resgate, não associado ao corticoide inalatório (CI) durante as crises. ( ) CI na infância causa uma redução transitória da velocidade de crescimento e parece resultar em uma pequena redução na estatura final, sendo assim, os seus benefícios no controle da asma superam os potenciais efeitos adversos no crescimento, sendo a dose preconizada como baixa até 100mcg/dia e dose alta maiores que 200mcg/dia. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
Asma: Classificação por controle e gravidade são distintas. CI em crianças pode reduzir crescimento, mas benefícios superam riscos. Aspirina/AINEs podem exacerbar.
A asma é uma doença heterogênea e seu manejo depende da classificação por controle e gravidade, que são conceitos relacionados, mas distintos. O uso de corticoides inalatórios em crianças, embora possa causar uma pequena redução transitória do crescimento, tem benefícios que superam os riscos, sendo essencial para o controle da doença.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e limitação variável do fluxo aéreo, resultando em sintomas como sibilância, dispneia, aperto no peito e tosse. É uma condição heterogênea, com alta prevalência e impacto significativo na qualidade de vida e nos sistemas de saúde, especialmente em adolescentes e crianças. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir exacerbações e morbidade. A classificação da asma é feita tanto pela gravidade (antes do tratamento) quanto pelo controle (durante o tratamento), e embora relacionadas, são conceitos distintos. O controle da asma é o objetivo principal do tratamento, visando minimizar sintomas e o risco de exacerbações. Medicamentos como aspirina e anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) podem precipitar crises graves em pacientes sensíveis, enquanto beta-bloqueadores são contraindicados por seu efeito broncoconstritor. O tratamento da asma em crianças segue etapas progressivas, com o uso de broncodilatadores de curta ação (SABA) para alívio rápido e corticoides inalatórios (CI) como terapia de controle. É importante ressaltar que, mesmo em crianças, o CI deve ser associado ao SABA de resgate, e não apenas o SABA isolado em crises, para garantir o controle da inflamação. Embora os CI possam causar uma pequena redução transitória na velocidade de crescimento, os benefícios no controle da doença e na prevenção de exacerbações superam os potenciais efeitos adversos no crescimento, que geralmente resultam em uma pequena redução na estatura final. As doses de CI são classificadas em baixas, médias e altas, e o monitoramento do crescimento é parte do acompanhamento.
A classificação por gravidade é avaliada antes do início do tratamento ou na ausência dele, enquanto a classificação por controle avalia a resposta do paciente ao tratamento em curso, sendo dinâmica e reavaliada periodicamente.
Aspirina e anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) podem desencadear broncoespasmo grave em pacientes sensíveis, especialmente na asma induzida por aspirina, devido à inibição da ciclooxigenase-1 e desvio do metabolismo do ácido araquidônico para a via dos leucotrienos.
O corticoide inalatório (CI) pode causar uma pequena redução transitória na velocidade de crescimento em crianças, mas os benefícios no controle da asma e prevenção de exacerbações superam esse risco, e a redução na estatura final é geralmente mínima.
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