HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2020
As colunas abaixo relacionam agentes causadores da “Asma Relacionada ao Trabalho” (ART) com os possíveis tipos de atividades laborais. Escolha a alternativa que contenha a sequencia correta da relação entre as colunas. Agentes causadores: I. Perssulfato; II. Glutaraldeído; III. Acrilatos; IV. Cromo, cobalto; V. Tolueno; Tipos de atividades laborais: [ ] área hospitalar; [ ] indústrias de adesivos; [ ] soldadores; [ ] Cabeleireiros; [ ] pintores
ART: Glutaraldeído (hospital), Acrilatos (adesivos), Cromo/Cobalto (solda), Perssulfato (cabelo), Tolueno (pintura).
A Asma Relacionada ao Trabalho (ART) é uma doença respiratória comum, sendo crucial identificar os agentes etiológicos específicos em cada ambiente laboral para o diagnóstico e manejo adequados. A exposição a substâncias de alto ou baixo peso molecular pode desencadear a doença.
A Asma Relacionada ao Trabalho (ART) é uma das doenças respiratórias ocupacionais mais prevalentes, representando um desafio diagnóstico e de manejo. Ela é definida como uma condição de obstrução variável das vias aéreas e/ou hiperresponsividade brônquica causada por agentes e condições presentes no ambiente de trabalho. A identificação precoce e a remoção da exposição são cruciais para um bom prognóstico. A fisiopatologia da ART pode envolver mecanismos imunológicos (mediados por IgE, como na asma alérgica) ou não imunológicos (irritantes, disfunção de vias aéreas). A anamnese detalhada, com foco na relação temporal entre sintomas e exposição laboral, é fundamental. Testes de função pulmonar, como a espirometria, e testes de broncoprovocação específicos podem confirmar o diagnóstico. A lista de agentes é extensa e varia conforme a indústria, incluindo isocianatos, perssulfatos, glutaraldeído, acrilatos, e metais como cromo e cobalto. O tratamento da ART envolve, primariamente, a eliminação ou redução da exposição ao agente causador. O manejo farmacológico é semelhante ao da asma não ocupacional, com broncodilatadores e corticosteroides inalatórios. A prevenção é a melhor estratégia, através de medidas de controle de engenharia, substituição de substâncias perigosas e uso adequado de equipamentos de proteção individual.
Os agentes podem ser de alto peso molecular (proteínas animais, vegetais, enzimas) ou baixo peso molecular (isocianatos, perssulfatos, glutaraldeído, acrilatos, metais como cromo e cobalto), variando conforme a atividade laboral.
O diagnóstico envolve a história clínica detalhada, prova de função pulmonar (espirometria), testes de broncoprovocação específicos e monitoramento do pico de fluxo expiratório no ambiente de trabalho para correlacionar sintomas à exposição.
As medidas incluem eliminação ou substituição do agente, controle de engenharia (ventilação adequada), uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) e vigilância da saúde dos trabalhadores expostos para detecção precoce.
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