UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2020
São relativamente refratários ao tratamento com corticoides os indivíduos com:
Asma de início tardio e com limitação fixa do fluxo aéreo são frequentemente refratárias a corticoides.
A asma é uma doença heterogênea com diferentes fenótipos. Pacientes com asma de início tardio, asma não alérgica e aqueles que desenvolvem limitação fixa do fluxo aéreo tendem a responder menos aos corticoides inalatórios e sistêmicos, exigindo abordagens terapêuticas mais complexas, incluindo terapias biológicas.
A asma brônquica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de pessoas globalmente. Embora os corticoides inalatórios sejam a base do tratamento para a maioria dos pacientes, é crucial reconhecer que a asma é uma síndrome heterogênea, com diferentes fenótipos que respondem de maneira distinta à terapia. A asma de início tardio, por exemplo, é frequentemente associada a uma menor resposta aos corticoides, o que exige uma abordagem diagnóstica e terapêutica mais aprofundada. Os fenótipos de asma refratários aos corticoides incluem a asma de início tardio (geralmente em adultos), a asma não alérgica e a asma com limitação fixa do fluxo aéreo, que pode indicar remodelamento das vias aéreas. A compreensão desses fenótipos é essencial para personalizar o tratamento, que pode envolver o uso de broncodilatadores de longa ação, antileucotrienos, e em casos graves, terapias biológicas direcionadas a vias inflamatórias específicas. Para o residente, é fundamental saber identificar esses pacientes que não respondem adequadamente aos corticoides. Isso implica em investigar a adesão ao tratamento, a técnica de inalação e a presença de comorbidades, além de considerar a possibilidade de um fenótipo refratário. O manejo da asma grave e refratária é um desafio clínico que requer conhecimento aprofundado e uma abordagem multidisciplinar para otimizar o controle da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Fenótipos como a asma de início tardio, a asma não alérgica (especialmente com inflamação neutrofílica ou paucigranulocítica) e a asma com limitação fixa do fluxo aéreo são frequentemente refratários aos corticoides, necessitando de outras estratégias terapêuticas.
A asma de início tardio, muitas vezes não alérgica, pode apresentar um perfil inflamatório diferente, com maior componente neutrofílico ou inflamação tipo 2 menos proeminente, o que a torna menos responsiva à ação anti-inflamatória dos corticoides.
Sim, a obesidade é um fator que pode complicar o manejo da asma e está associada a uma menor resposta aos corticoides. Isso se deve a mecanismos complexos que envolvem inflamação sistêmica, alterações mecânicas e metabólicas.
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