Asma em Pré-escolares: Tratamento Profilático Essencial

AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Londrina (PR) — Prova 2018

Enunciado

Pré-escolar de três anos foi levado à consulta médica com pediatra por apresentar crises de sibilância desde os oito meses de vida. Passou por duas internações por crise de tosse, sibilância e dispnéia. Atualmente, a mãe observa que ele tosse quando corre e ri, além de apresentar crises mensais, com necessidade de uso de salbutamol inalatório associado a corticoide sistêmico. A mãe relata que ela teve crise de asma até os dez anos de idade e o irmão do paciente tem dermatite atópica. Baseados nesses dados, o pediatra deve orientar tratamento profilático inicial com:

Alternativas

  1. A) Corticoide sistêmico.
  2. B) Beta 2 agonista inalatório de ação curta.
  3. C) Corticoide inalatório associado a Beta 2 inalatório de ação prolongada.
  4. D) Corticoide inalatório.
  5. E) Não prescrever medicação.

Pérola Clínica

Pré-escolar com asma persistente (crises mensais, internações, sintomas de exercício, atopia familiar) → iniciar corticoide inalatório como profilaxia.

Resumo-Chave

Em pré-escolares com sibilância recorrente e fatores de risco para asma persistente, o corticoide inalatório é a terapia de controle de primeira linha. Ele reduz a inflamação das vias aéreas e previne exacerbações.

Contexto Educacional

A asma em pré-escolares é um desafio diagnóstico e terapêutico, frequentemente manifestada como sibilância recorrente. É crucial diferenciar a sibilância transitória viral da asma persistente, que requer tratamento de controle. Fatores como história familiar de asma/atopia, dermatite atópica, eosinofilia e sibilância não associada a resfriados aumentam a probabilidade de asma persistente. A prevalência de sibilância é alta em crianças pequenas, mas nem todas desenvolverão asma crônica. A fisiopatologia da asma envolve inflamação crônica das vias aéreas, hiperresponsividade brônquica e obstrução reversível do fluxo aéreo. Em pré-escolares, a inflamação pode ser desencadeada por infecções virais, alérgenos e irritantes. O diagnóstico é clínico, baseado na frequência e gravidade dos sintomas, na resposta aos broncodilatadores e na exclusão de outras causas de sibilância. O tratamento profilático da asma persistente em pré-escolares tem como pilar o corticoide inalatório (CI) em baixa dose. Ele atua reduzindo a inflamação e prevenindo exacerbações. Broncodilatadores de curta ação (SABA) são usados apenas para alívio dos sintomas agudos. A adesão ao tratamento de controle é fundamental para melhorar o prognóstico, reduzir internações e otimizar a qualidade de vida da criança.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar asma persistente em pré-escolares?

O diagnóstico de asma persistente em pré-escolares é clínico, baseado em sibilância recorrente (>3 episódios/ano), sintomas noturnos, sintomas induzidos por exercício, necessidade frequente de broncodilatadores e história familiar de atopia ou asma.

Por que o corticoide inalatório é a primeira linha para asma persistente em crianças?

O corticoide inalatório é a primeira linha porque atua diretamente na inflamação crônica das vias aéreas, que é a base da asma, reduzindo a hiperresponsividade brônquica, a frequência e a gravidade das exacerbações.

Quando considerar a associação de um LABA em pré-escolares com asma?

A associação de um LABA (beta-2 agonista de longa ação) com corticoide inalatório é geralmente considerada para crianças com asma persistente moderada a grave que não estão bem controladas apenas com doses otimizadas de corticoide inalatório.

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