HEL - Hospital Evangélico de Londrina (PR) — Prova 2017
Pré-escolar de cinco anos, com história familar positiva de asma, é atendido em Unidade de Pronto Atendimento com crise de broncoespasmo moderado. As técnicas mais adequadas para a administração do broncodilatador são:
Crise asmática em pré-escolar: broncodilatador via spray com espaçador e bocal/máscara ou nebulização com O2.
Para crianças pequenas com crise de broncoespasmo, o uso de inaladores dosimetrados (sprays) deve ser sempre acompanhado de espaçadores, preferencialmente com bocal para >4 anos ou máscara para <4 anos, garantindo a entrega eficaz da medicação. A nebulização com oxigênio é uma alternativa eficaz, especialmente em quadros moderados a graves.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente. Em pré-escolares, o diagnóstico e manejo das crises de broncoespasmo podem ser desafiadores. A história familiar positiva é um fator de risco importante. O tratamento de escolha para o alívio rápido do broncoespasmo são os beta-2 agonistas de curta ação, como o salbutamol. A forma de administração desses medicamentos é crucial para sua eficácia. Em crianças, o uso de inaladores dosimetrados (sprays) deve ser sempre associado a espaçadores. Para pré-escolares (geralmente até 4 anos), o espaçador com máscara é o mais adequado, enquanto para crianças maiores (acima de 4 anos) e adultos, o espaçador com bocal é preferível, pois permite uma melhor coordenação e deposição pulmonar. A nebulização é uma alternativa eficaz, especialmente em quadros de broncoespasmo moderado a grave, ou quando a criança não consegue cooperar com o espaçador. É importante notar que, em crises moderadas a graves, a nebulização deve ser realizada com oxigênio para garantir a oxigenação adequada do paciente, além de otimizar a entrega da medicação. A escolha da técnica depende da idade do paciente, gravidade da crise e disponibilidade dos recursos.
O espaçador melhora a coordenação entre a inalação e o disparo do spray, reduz a deposição orofaríngea e aumenta a deposição pulmonar da medicação, otimizando o efeito broncodilatador.
A nebulização pode ser preferível em crises mais graves, em crianças muito pequenas que não cooperam bem com o espaçador, ou quando há necessidade de oxigenoterapia concomitante.
A nebulização com oxigênio é indicada em pacientes hipoxêmicos ou com crises moderadas a graves, pois além de entregar a medicação, oferece suporte de oxigênio. A nebulização com ar comprimido é usada quando não há hipoxemia.
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