Asma em Pré-escolares: Tratamento Profilático Inicial

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2019

Enunciado

Pré-escolar de cinco anos foi levado ao posto de saúde por apresentar crises de sibilância desde os dez meses de vida. No primeiro episódio, foi internado por cinco dias e fez uso de medicações por via inalatória e intravenosa. Evoluiu com crises de falta de ar, tosse seca, chiado no peito e coriza a cada dois meses. Atualmente, a mãe observa que ele tosse quando corre e ri, e as crises se tornaram mensais. O uso de salbutamol inalatório associado a corticoide sistêmico é frequente. A mãe relata que o irmão do paciente, com um ano de idade, apresenta dermatite atópica. O exame físico mostra bom estado geral; FR = 28 irpm, eupneico, oximetria de pulso = 98%; sem outras alterações. Baseado nestes dados, o que deve ser orientado como tratamento profilático inicial de uso diário?

Alternativas

  1. A) Corticoide inalatório associado a beta 2 inalatório de ação prolongada
  2. B) Beta 2 agonista inalatório de ação longa
  3. C) Beta 2 agonista de ação curta
  4. D) Corticoide sistêmico
  5. E) Corticoide inalatório

Pérola Clínica

Pré-escolar com sibilância mensal e uso frequente de resgate → Asma persistente, iniciar corticoide inalatório como profilaxia diária.

Resumo-Chave

O quadro clínico do pré-escolar, com crises de sibilância frequentes (mensais), tosse ao correr/rir (sintomas de exercício) e uso frequente de salbutamol, além de histórico familiar de atopia (irmão com dermatite atópica), sugere asma persistente. Nesses casos, o tratamento profilático inicial de escolha é o corticoide inalatório de uso diário, visando controlar a inflamação das vias aéreas.

Contexto Educacional

A asma em pré-escolares é uma condição comum, muitas vezes subdiagnosticada ou subtratada. A sibilância recorrente, especialmente quando associada a fatores como atopia familiar, tosse desencadeada por exercício e necessidade frequente de broncodilatadores de resgate, deve levantar a suspeita de asma persistente. O manejo adequado é crucial para prevenir exacerbações e melhorar a qualidade de vida da criança. O tratamento profilático da asma persistente em crianças baseia-se primariamente no uso diário de corticoides inalatórios. Estes medicamentos são a pedra angular do controle da asma, pois atuam diretamente na inflamação crônica das vias aéreas, que é a base fisiopatológica da doença. A escolha da dose e do dispositivo inalatório deve ser individualizada, considerando a idade e a capacidade da criança. Para residentes, é fundamental saber classificar a gravidade da asma e iniciar o tratamento de controle apropriado. A educação dos pais sobre a técnica inalatória correta e a importância da adesão ao tratamento diário são aspectos essenciais para o sucesso terapêutico. O objetivo é alcançar o controle da asma, minimizando sintomas e a necessidade de medicação de resgate, permitindo que a criança tenha uma vida ativa e sem limitações.

Perguntas Frequentes

Quando suspeitar de asma persistente em um pré-escolar?

Deve-se suspeitar de asma persistente em um pré-escolar que apresenta crises de sibilância frequentes (mensais), tosse seca, chiado no peito, coriza, e sintomas desencadeados por exercício ou riso, além de histórico familiar de atopia. O uso frequente de medicação de resgate (salbutamol) também é um indicativo.

Qual é o tratamento profilático inicial recomendado para asma persistente em crianças?

O tratamento profilático inicial recomendado para asma persistente em crianças é o corticoide inalatório de uso diário. Ele atua reduzindo a inflamação crônica das vias aéreas, diminuindo a frequência e a gravidade das crises.

Por que o corticoide inalatório é preferível ao corticoide sistêmico para controle da asma?

O corticoide inalatório é preferível ao sistêmico para o controle da asma crônica porque age diretamente nas vias aéreas com menor absorção sistêmica, minimizando os efeitos colaterais. O corticoide sistêmico é reservado para o tratamento de exacerbações agudas.

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