HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2020
Menino, 3 anos, consulta por asma persistente, com manejo farmacológico apenas nas crises. Em relação à abordagem sequencial para o tratamento dessa criança, afirma- se: I. A associação de corticosteroide inalatório e beta-agonistas de longa duração está liberada nessa idade. II. A associação corticosteroide inalado e montelucaste é a opção preferencial em termos de custo/benefício para esse paciente. III. Está indicado iniciar o uso contínuo de corticoide inalatório em dose baixa. Está/Estão correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
Asma persistente em crianças <5 anos → Corticoide inalatório em dose baixa é a terapia de controle inicial.
Para asma persistente em crianças pequenas (abaixo de 5 anos), o tratamento de controle inicial é o corticosteroide inalatório em dose baixa. A associação com beta-agonistas de longa duração (LABA) não é recomendada como primeira linha nessa faixa etária, e o montelucaste é uma alternativa, mas o corticoide inalatório é preferencial.
A asma persistente em crianças é uma condição crônica que exige manejo contínuo para prevenir exacerbações e melhorar a qualidade de vida. A prevalência é alta, e o diagnóstico precoce e tratamento adequado são cruciais para evitar o remodelamento das vias aéreas e sequelas a longo prazo. O manejo farmacológico deve ser sequencial e adaptado à idade e gravidade. A fisiopatologia da asma envolve inflamação crônica das vias aéreas, hiperresponsividade brônquica e obstrução do fluxo aéreo. O diagnóstico é clínico, baseado em sintomas recorrentes como tosse, sibilância e dispneia, especialmente noturnos ou desencadeados por exercício. A suspeita deve ser alta em crianças com histórico familiar de atopia ou asma. O tratamento de controle para asma persistente em crianças menores de 5 anos foca no corticosteroide inalatório em dose baixa, que é a terapia mais eficaz para reduzir a inflamação. Outras opções incluem o montelucaste. A associação com beta-agonistas de longa duração (LABA) não é recomendada como terapia inicial nessa faixa etária, sendo reservada para casos específicos ou crianças mais velhas. A adesão ao tratamento e a técnica inalatória são pontos críticos para o sucesso terapêutico.
O tratamento inicial para asma persistente em crianças menores de 5 anos é o uso contínuo de corticosteroide inalatório em dose baixa, visando reduzir a inflamação das vias aéreas e prevenir crises.
Os LABAs não são recomendados como terapia de controle inicial para crianças menores de 5 anos. Eles são geralmente adicionados em crianças mais velhas ou adultos que não atingem controle adequado apenas com corticosteroide inalatório.
O montelucaste é uma alternativa para o tratamento de controle da asma persistente em crianças, especialmente para aqueles que não toleram ou não respondem bem aos corticosteroides inalatórios, ou em casos de asma induzida por exercício. No entanto, o corticoide inalatório é geralmente preferencial.
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