Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2020
Menino de 08 anos tem história de internação em UTI Pediátrica devido à crise de asma há cerca de 07 meses. Desde então, se encontra assintomático. Qual é a medicação de controle mais adequada para esse caso?
Asma com internação prévia em UTI → asma persistente → CI em dose baixa como controle inicial.
Uma internação prévia em UTI por crise de asma, mesmo que o paciente esteja assintomático há 7 meses, indica um quadro de asma persistente e um risco aumentado de futuras exacerbações graves. Portanto, a medicação de controle é necessária, e o corticoide inalatório em dose baixa é a terapia de primeira linha para asma persistente em crianças.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente, sendo uma das principais causas de internação hospitalar na pediatria. A classificação da asma em intermitente ou persistente, e a subsequente estratificação da persistente em leve, moderada ou grave, é crucial para guiar o tratamento. Um histórico de internação em UTI por crise asmática é um forte indicador de asma persistente grave e de alto risco para futuras exacerbações. O tratamento da asma pediátrica é dividido em medicação de alívio (beta-2 agonistas de curta duração) e medicação de controle, que visa reduzir a inflamação crônica e prevenir crises. Para asma persistente, o corticoide inalatório (CI) é a pedra angular do tratamento de controle, sendo a terapia mais eficaz para reduzir a frequência e a gravidade das exacerbações, além de melhorar a função pulmonar. A dose inicial geralmente é baixa, e pode ser ajustada conforme a resposta clínica. É fundamental que residentes e estudantes compreendam que mesmo um período assintomático após uma crise grave não significa remissão da doença. A inflamação subjacente persiste, e a interrupção da medicação de controle pode levar a novas exacerbações. O manejo adequado da asma persistente, com adesão ao corticoide inalatório, é essencial para melhorar a qualidade de vida da criança, prevenir danos pulmonares a longo prazo e reduzir o risco de eventos graves.
A asma é considerada persistente quando há sintomas frequentes, uso de medicação de resgate regular, ou histórico de exacerbações graves, como internação em UTI, mesmo que o paciente esteja assintomático no momento.
O corticoide inalatório (CI) em dose baixa é a medicação de primeira linha para o controle da asma persistente em crianças, visando reduzir a inflamação das vias aéreas e prevenir exacerbações.
Embora os antileucotrienos sejam uma opção para asma leve persistente ou como terapia adicional, o corticoide inalatório é mais eficaz na redução da inflamação e prevenção de exacerbações em casos com histórico de crise grave.
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