Asma Pediátrica: Manejo da Asma Não Controlada

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025

Enunciado

Criança de 5 anos, com diagnóstico prévio de asma, procura atendimento pois anda com dificuldade para realizar as atividades físicas da escola (acontecem 3x/semana), acorda 1 ou 2 vezes a noite com chiado no peito com necessidade de medicação de resgate. Está em uso de corticoide inalatório há 4 semanas. Ao exame físico: bom estado geral, com sibilos esparsos, sem desconforto respiratório e saturação de oxigênio 96%. Qual a melhor terapêutica para esse paciente:

Alternativas

  1. A) Associar antileucotrienos
  2. B) Aumentar a dose do corticoide
  3. C) Associar beta-agonista de ação prolongada
  4. D) Suspender corticoide inalatório e iniciar antileucotrienos

Pérola Clínica

Asma não controlada com corticoide inalatório: Avaliar adesão e técnica; se persistir, associar antileucotrienos ou LABA (conforme idade/gravidade).

Resumo-Chave

A criança apresenta asma persistente moderada não controlada, apesar do uso de corticoide inalatório por 4 semanas, evidenciado por sintomas diurnos (limitação de atividades físicas) e noturnos. A próxima etapa no escalonamento terapêutico, conforme as diretrizes, é a associação de um medicamento controlador adicional, como os antileucotrienos, especialmente em crianças pequenas.

Contexto Educacional

A asma é uma doença crônica comum na infância, caracterizada por inflamação das vias aéreas e hiperresponsividade brônquica. O controle da asma é fundamental para prevenir exacerbações, melhorar a qualidade de vida e garantir o desenvolvimento pulmonar adequado. A avaliação do controle da asma é baseada na frequência dos sintomas diurnos e noturnos, uso de medicação de resgate e limitação de atividades físicas. O tratamento da asma pediátrica segue um modelo de escalonamento, começando com corticosteroides inalatórios (CI) como terapia de primeira linha para asma persistente. Se a asma permanecer não controlada após um período adequado de uso de CI, a próxima etapa é adicionar um segundo controlador. Em crianças, os antileucotrienos são uma opção preferencial para associação, devido à sua eficácia e perfil de segurança, especialmente em pacientes com rinite alérgica concomitante ou asma induzida por exercício. É crucial que residentes compreendam as diretrizes de tratamento da asma (como GINA), saibam avaliar o controle da doença e identificar a necessidade de escalonamento ou desescalonamento terapêutico. A adesão ao tratamento e a técnica correta de inalação também devem ser sempre verificadas antes de qualquer modificação na terapia.

Perguntas Frequentes

Quando considerar a asma de uma criança como não controlada?

A asma é considerada não controlada quando a criança apresenta sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, despertares noturnos por asma, necessidade de medicação de resgate mais de duas vezes por semana ou limitação das atividades físicas devido à asma.

Qual é o papel dos antileucotrienos no tratamento da asma pediátrica?

Os antileucotrienos, como o montelucaste, são uma opção de tratamento controlador para a asma, especialmente em crianças. Eles podem ser usados como monoterapia em casos leves ou associados a corticosteroides inalatórios em casos de asma persistente não controlada, oferecendo boa tolerabilidade e via oral.

Quais são as opções de escalonamento terapêutico para asma persistente moderada em crianças?

Após o uso de corticoide inalatório em dose baixa a média, as opções de escalonamento incluem a associação de antileucotrienos, a associação de beta-agonistas de ação prolongada (LABA) ou o aumento da dose do corticoide inalatório, conforme a idade da criança e as diretrizes de tratamento.

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