Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2015
No ambulatório da UFS Universitário, a médica de família e comunidade atende uma criança de 10 anos com crise asmática. Após conduta para estabilização clínica do quadro, a mesma classifica o quadro como asma persistente moderada. Qual é a melhor conduta a seguir para o tratamento de manutenção deste caso?
Asma persistente moderada (criança) → CI dose baixa/moderada + LABA.
Para asma persistente moderada em crianças, o tratamento de manutenção recomendado pelas diretrizes atuais (como GINA) é a combinação de um corticoide inalatório em dose baixa a moderada com um beta-2 agonista de longa duração (LABA), visando o controle dos sintomas e a prevenção de exacerbações.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo, frequentemente reversível. A classificação da asma em persistente moderada indica que a criança apresenta sintomas diários, despertares noturnos frequentes e alguma limitação das atividades, necessitando de uma abordagem terapêutica mais robusta para alcançar o controle da doença. O tratamento de manutenção da asma visa controlar os sintomas, prevenir exacerbações e manter a função pulmonar o mais próximo do normal. A base do tratamento são os corticoides inalatórios (CI), que atuam reduzindo a inflamação das vias aéreas. Para a asma persistente moderada, as diretrizes atuais (como GINA) recomendam a combinação de um corticoide inalatório em dose baixa a moderada com um beta-2 agonista de longa duração (LABA). Os LABAs, como salmeterol ou formoterol, proporcionam broncodilatação prolongada e sinergizam com os CI, melhorando o controle dos sintomas e a função pulmonar. É crucial que os LABAs nunca sejam usados em monoterapia na asma devido ao risco de eventos adversos graves; eles devem sempre ser combinados com um CI. O acompanhamento regular, a educação do paciente e da família sobre a técnica inalatória e a adesão ao tratamento são fundamentais para o sucesso terapêutico e para o manejo adequado das exacerbações.
A asma persistente moderada em crianças é caracterizada por sintomas diários, despertares noturnos mais de uma vez por semana, uso diário de broncodilatador de resgate, limitação de atividades e exacerbações que afetam a atividade e a qualidade de vida. A função pulmonar (VFE1) geralmente está entre 60-80% do previsto.
Os corticoides inalatórios (CI) são a terapia anti-inflamatória de primeira linha e a base do tratamento de manutenção da asma. Eles reduzem a inflamação das vias aéreas, diminuem a hiperresponsividade brônquica, controlam os sintomas e previnem as exacerbações, melhorando a função pulmonar a longo prazo.
Um LABA é adicionado quando a asma não está bem controlada apenas com corticoides inalatórios em dose baixa ou moderada. Ele atua como broncodilatador de longa duração, potencializando o efeito do CI e melhorando o controle sintomático, mas nunca deve ser usado como monoterapia devido ao risco de eventos adversos graves.
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