SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2022
Paciente feminina, 25 anos, em acompanhamento por asma, desde a adolescência, no momento em uso de Budesonida inalatória 400 mcg duas vezes ao dia. Vem apresentando tosse e sibilância que cessam com o uso de salbutamol inalatório, pelo menos três vezes por semana, nos últimos quatro meses. Refere que neste período acordou 2 vezes à noite com crise de asma. Negou fatores precipitantes ou exposições ambientais relevantes ou novas. Neste contexto, a estratégia terapêutica preferencial seria:
Asma não controlada com CI em dose baixa/média → adicionar LABA (Formoterol) como terapia de manutenção.
A paciente apresenta asma persistente moderada não controlada, com sintomas diurnos e noturnos frequentes apesar do uso de corticoide inalatório (CI) em dose média. A estratégia preferencial, conforme as diretrizes atuais, é adicionar um broncodilatador de longa ação (LABA) ao CI.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que se manifesta por sintomas como tosse, sibilância, dispneia e aperto no peito. O controle da asma é avaliado pela frequência dos sintomas diurnos e noturnos, uso de medicação de alívio e limitação de atividades. Pacientes com asma persistente moderada, como a descrita na questão, que apresentam sintomas frequentes apesar do uso regular de corticoide inalatório (CI) em dose média, são considerados com asma não controlada. As diretrizes globais para o manejo da asma (GINA) recomendam uma abordagem escalonada. Para pacientes que não atingem o controle com CI em dose baixa ou média, o próximo passo preferencial é adicionar um broncodilatador de longa ação (LABA), como o Formoterol ou Salmeterol, à terapia com CI. Essa combinação oferece um controle superior dos sintomas e uma redução nas exacerbações em comparação com o aumento isolado da dose de CI. A compreensão das diretrizes de tratamento da asma é crucial para residentes, pois permite otimizar a terapia e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A escolha da estratégia terapêutica correta, baseada na avaliação do controle da doença e na adesão às recomendações atuais, é um diferencial na prática clínica e na preparação para exames de residência.
A asma é considerada não controlada quando o paciente apresenta sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, despertares noturnos por asma, necessidade de medicação de alívio mais de duas vezes por semana ou limitação de atividade.
A principal estratégia é adicionar um broncodilatador de longa ação (LABA), como o Formoterol, ao corticoide inalatório, formando uma terapia combinada.
O Montelucaste (antagonista do receptor de leucotrienos) é uma opção para asma, mas geralmente é considerado uma alternativa ou um tratamento adicional para pacientes que não respondem adequadamente à terapia combinada CI/LABA, ou para aqueles com rinite alérgica concomitante.
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