Manejo da Asma Persistente Leve na Pediatria

UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2015

Enunciado

Abaixo, é apresentado um caso clínico referente a doenças respiratórias na infância, seguido de uma assertiva a ser julgada.Um escolar de nove anos de idade, com dificuldade para respirar, foi levado pela mãe a uma emergência pediátrica. A mãe informou que, havia dois meses, esse quadro vinha se repetindo semanalmente, que os sintomas cediam temporariamente com o uso de beta-2-adrenérgicos e que a atividade e o sono do paciente ficavam limitados na vigência do quadro. O médico, após examiná-lo, administrou beta-2-adrenérgico por via inalatória e o encaminhou ao ambulatório para avaliação da função respiratória, que apresentou o seguinte resultado: volume expiratório forçado ao final do primeiro minuto (VEF1) pré-broncodilatador = 85% do previsto com variação de VEF1 igual a 25%. Nesse caso, as Diretrizes Brasileiras para o Manejo da Asma recomendam tratamento com beta-2-adrenérgico por via inalatória para alívio dos sintomas e corticoide inalatório em baixa dosagem.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Sintomas semanais + VEF1 reversível (>12% ou variação significativa) = Asma persistente → Corticoide Inalatório.

Resumo-Chave

A asma persistente em crianças exige controle inflamatório com corticoide inalatório em baixa dose para reduzir a hiper-responsividade brônquica e prevenir exacerbações.

Contexto Educacional

O manejo da asma na infância segue uma abordagem em etapas. Pacientes que apresentam sintomas mais de duas vezes por mês, ou que possuem limitação de atividades e sono, saem da categoria de asma intermitente e entram na asma persistente. O diagnóstico é clínico, mas a espirometria com prova broncodilatadora é essencial para documentar a limitação variável ao fluxo aéreo. As Diretrizes Brasileiras e o GINA recomendam que o uso isolado de beta-2-agonistas de curta duração (SABA) não é suficiente para pacientes persistentes, pois não trata a inflamação da via aérea. A introdução de corticoide inalatório (CI) em baixa dose é a intervenção padrão para reduzir a morbidade e a mortalidade associadas à doença.

Perguntas Frequentes

Como classificar a gravidade da asma na criança?

A classificação baseia-se na frequência dos sintomas diurnos, despertares noturnos, necessidade de medicação de resgate e limitação de atividades. No caso apresentado, a recorrência semanal e a limitação de sono/atividades classificam a asma como persistente, exigindo tratamento de manutenção além do resgate.

Qual a importância da variação do VEF1 no diagnóstico?

Uma variação significativa do VEF1 após o uso de broncodilatador (geralmente >12% e 200ml em adultos, ou variações percentuais elevadas em crianças) confirma a reversibilidade da obstrução das vias aéreas, um pilar diagnóstico fundamental para a asma brônquica.

Quando iniciar corticoide inalatório em baixa dose?

O corticoide inalatório (CI) em baixa dose é indicado como o tratamento de escolha inicial (Etapa 2 do GINA/Diretrizes Brasileiras) para pacientes com asma persistente leve, visando o controle da inflamação subjacente e redução do risco de crises graves.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo