Asma Persistente Leve: Diagnóstico e Tratamento Essencial

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2015

Enunciado

Paciente feminina de 47 anos chega ao consultório com queixa de tosse noturna, às vezes acompanhada por “chiado no peito”, e dispneia aos esforços. Nega histórico de tabagismo e queixas dispépticas. As queixas tem duração de cerca de 4 meses. Nesse período iniciou uso de inalações conforme orientação de balconista de farmácia e tem necessidade de seu uso cerca de 4 vezes por semana. Para complementar avaliação de seu quadro foi solicitada espirometria, a qual mostra distúrbio obstrutivo com prova broncodilatorada positiva e VEF1 83% do previsto. Quanto ao caso, assinale a resposta CORRETA:

Alternativas

  1. A) Trata-se de caso de asma intermitente e o tratamento é baseado em beta agonista de curta duração para alívio dos sintomas.
  2. B) Trata-se de caso de asma persistente leve e o tratamento é baseado em corticoide inalatório em baixa dose e beta agonista de longa duração, ambos diários.
  3. C) Trata-se de caso de asma persistente leve e o tratamento é baseado em corticoide inalatório em baixa dose diário e beta agonista de curta duração para alívio dos sintomas.
  4. D) Trata-se de caso de asma intermitente e o tratamento é baseado em corticoide inalatório em baixa dose diário e beta agonista de curta duração para alívio dos sintomas.
  5. E) Trata-se de caso de asma persistente moderada e o tratamento é baseado em corticoide inalatório em baixa dose e beta agonista de longa duração ambos diários.

Pérola Clínica

Asma persistente leve: CI baixa dose diário + SABA para alívio.

Resumo-Chave

A paciente apresenta sintomas de asma mais de 2 vezes por semana e uso de SABA 4 vezes por semana, o que a classifica como asma persistente leve (GINA Step 2). O tratamento padrão para este estágio é o uso diário de um corticoide inalatório em baixa dose para controle da inflamação e um beta agonista de curta duração (SABA) para alívio dos sintomas.

Contexto Educacional

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de pessoas globalmente. A correta classificação da gravidade da asma é fundamental para guiar o tratamento e garantir o controle dos sintomas e a prevenção de exacerbações. A paciente do caso apresenta um quadro clássico de asma persistente leve, com sintomas frequentes e prova broncodilatadora positiva. O tratamento escalonado, baseado nas diretrizes como as da GINA, enfatiza o uso de corticoides inalatórios como terapia de controle para reduzir a inflamação e prevenir a remodelação das vias aéreas, enquanto os beta agonistas de curta duração são usados para alívio rápido dos sintomas agudos. É crucial que os residentes compreendam a diferença entre medicamentos de controle e de alívio para otimizar o manejo da asma.

Perguntas Frequentes

Como é classificada a asma persistente leve?

A asma persistente leve é caracterizada por sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, mas não diariamente; despertares noturnos mais de duas vezes por mês, mas não semanalmente; uso de beta agonista de curta duração (SABA) mais de duas vezes por semana, mas não diariamente; e VEF1 maior ou igual a 80% do previsto.

Qual é o tratamento de primeira linha para a asma persistente leve?

O tratamento de primeira linha para a asma persistente leve, conforme as diretrizes GINA (Global Initiative for Asthma), é o uso diário de um corticoide inalatório (CI) em baixa dose para controlar a inflamação subjacente, e um beta agonista de curta duração (SABA) conforme a necessidade para alívio rápido dos sintomas.

Por que a prova broncodilatadora positiva é importante no diagnóstico da asma?

A prova broncodilatadora positiva na espirometria, que demonstra uma melhora significativa no VEF1 após a administração de um broncodilatador, confirma a reversibilidade da obstrução das vias aéreas, um achado característico da asma e que a diferencia de outras doenças obstrutivas como a DPOC.

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