Asma Persistente Infantil: Escalonamento do Tratamento Profilático

CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2022

Enunciado

Pré-escolar de três anos foi levado ao pediatra do posto de saúde por apresentar crises de sibilância desde os seis meses de vida. Atualmente, mãe observa que ele tosse quando corre e ri, e as crises de chiado no peito se tornaram quinzenais, além do uso de medicação de resgate (salbutamol inalatório) três vezes na semana. Tais sintomas estão acontecendo mesmo fazendo Beclometasona inalatória em dose baixa. Baseado nestes dados, e de acordo com a Diretriz Brasileira do Manejo da Asma (2012), o médico deve propor a seguinte mudança ao tratamento profilático:

Alternativas

  1. A) Associar Beta-2 agonista inalatório de ação prolongada (LABA) ao corticóide inalatório.
  2. B) Aumentar a dose do corticóide inalatório para dose média.
  3. C) Associar corticóide sistêmico ao corticóide inalatório.
  4. D) Trocar o corticóide inalatório pelo antileucotrieno por via oral.

Pérola Clínica

Asma persistente em pré-escolar não controlada com CI dose baixa → Aumentar CI para dose média é o próximo passo.

Resumo-Chave

A criança apresenta asma persistente não controlada com corticosteroide inalatório (CI) em dose baixa, evidenciado pela frequência dos sintomas e uso de medicação de resgate. De acordo com as diretrizes, o próximo passo no escalonamento do tratamento profilático é aumentar a dose do CI para dose média, antes de considerar a adição de LABA em pré-escolares.

Contexto Educacional

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente, sendo uma das principais causas de morbidade pediátrica. Em pré-escolares, o diagnóstico pode ser desafiador devido à sobreposição de sintomas com outras condições respiratórias, mas a presença de sibilância recorrente e resposta a broncodilatadores sugere o diagnóstico. A fisiopatologia envolve inflamação crônica das vias aéreas, hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo. O tratamento é escalonado de acordo com a gravidade e o controle da doença. O corticosteroide inalatório (CI) é a base do tratamento de manutenção, visando reduzir a inflamação e prevenir exacerbações. Quando a asma não está controlada com CI em dose baixa, as diretrizes recomendam o aumento da dose do CI para média como o próximo passo em pré-escolares. A adição de beta-2 agonistas de ação prolongada (LABA) é uma opção para crianças maiores e adultos, mas para os mais jovens, o aumento da dose do CI é geralmente preferido devido a um perfil de segurança mais estabelecido e eficácia comprovada.

Perguntas Frequentes

Como é classificada a asma em pré-escolares de acordo com a frequência dos sintomas?

A asma em pré-escolares é classificada como intermitente, persistente leve, moderada ou grave, baseando-se na frequência dos sintomas diurnos, noturnos, uso de medicação de resgate e limitações de atividade.

Qual o papel do corticosteroide inalatório no tratamento da asma infantil?

O corticosteroide inalatório (CI) é a medicação de primeira linha para o controle da asma persistente em crianças, atuando como anti-inflamatório para reduzir a hiperresponsividade brônquica e prevenir exacerbações.

Quando se deve considerar o aumento da dose do corticosteroide inalatório em crianças com asma?

O aumento da dose do CI deve ser considerado quando a asma não está controlada com a dose atual, ou seja, quando a criança apresenta sintomas frequentes, uso excessivo de medicação de resgate ou limitações de atividade, apesar do tratamento profilático.

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