USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2018
Paciente masculino de 8 anos apresenta crises recorrentes de asma com necessidade de uso de broncodilatador e corticoide sistêmico para melhora das crises. Para este paciente, está indicado como tratamento intercrítico inicial:
Asma persistente em crianças → Corticoide inalatório é o tratamento intercrítico inicial.
Crises recorrentes de asma com necessidade de corticoide sistêmico indicam asma persistente, para a qual o corticoide inalatório é a terapia controladora de primeira linha. Ele age reduzindo a inflamação crônica das vias aéreas, prevenindo futuras exacerbações e melhorando a qualidade de vida.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente, sendo uma das principais causas de morbidade pediátrica. Caracteriza-se por episódios recorrentes de sibilância, dispneia, aperto no peito e tosse, especialmente à noite ou pela manhã. A necessidade de uso frequente de broncodilatadores de resgate e corticoides sistêmicos para controlar as crises indica uma asma persistente, que requer tratamento controlador contínuo. A fisiopatologia da asma envolve inflamação crônica das vias aéreas, hiper-responsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e na resposta ao tratamento, e pode ser complementado por espirometria em crianças maiores. A suspeita de asma persistente surge quando as crises são frequentes, graves ou exigem medicação de resgate mais de duas vezes por semana, ou quando há despertares noturnos. O tratamento intercrítico inicial para asma persistente em crianças é o corticoide inalatório. Ele atua reduzindo a inflamação subjacente, diminuindo a hiper-responsividade brônquica e prevenindo as crises. Outras opções incluem antileucotrienos e, em casos mais graves, a adição de beta-2-agonistas de ação prolongada (LABA) aos corticoides inalatórios. O objetivo é alcançar o controle da doença, minimizando sintomas e exacerbações, e otimizando a qualidade de vida da criança.
O corticoide inalatório é indicado como tratamento controlador de primeira linha para asma persistente em crianças, visando reduzir a inflamação crônica das vias aéreas e prevenir exacerbações.
O corticoide inalatório age diretamente nas vias aéreas com menor absorção sistêmica, minimizando os efeitos colaterais associados ao uso prolongado de corticoides sistêmicos, que são reservados para crises agudas.
Antileucotrienos podem ser uma alternativa ou adição em casos leves a moderados, especialmente se houver rinite alérgica. LABAs são adicionados aos corticoides inalatórios em asma moderada a grave, quando o controle não é alcançado apenas com o corticoide.
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