Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2022
Menino, 4 anos de idade, apresenta quadro de tosse e cansaço há 2 dias, sem febre. Esta condição tem ocorrido de forma frequente nos últimos 6 meses, inclusive quando corre, pratica atividades físicas. A mãe da criança informa que há cerca de 1 mês os episódios tornaram-se semanais, acorda com tosse durante a noite, e melhora após uso de Salbutamol. Antecedentes pessoais: bronquiolite com 7 meses, necessitou internação, mas não em UTI; dermatite atópica no primeiro ano de vida. Antecedentes familiares: a mãe do menino apresentou quadros semelhantes durante a infância. Para o controle da sibilância recorrente, a conduta para este caso é iniciar:
Criança com sibilância recorrente (semanal, noturna) + atopia → Asma persistente. Iniciar corticoide inalatório dose baixa.
O quadro clínico do menino, com sibilância recorrente, sintomas noturnos, melhora com broncodilatador e histórico de atopia (dermatite atópica e mãe com asma), é altamente sugestivo de asma persistente. Para o controle da sibilância recorrente e prevenção de exacerbações, a conduta inicial é o uso de corticoide inalatório em dose baixa, que é a terapia de manutenção padrão para asma persistente.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução reversível do fluxo aéreo. Em crianças, a sibilância recorrente é o principal sintoma, e o diagnóstico pode ser desafiador. A epidemiologia mostra que a asma é uma das doenças crônicas mais comuns na infância, com impacto significativo na qualidade de vida e na necessidade de atendimentos de emergência. A importância clínica reside no controle adequado para prevenir exacerbações e garantir o desenvolvimento pulmonar normal. A fisiopatologia da asma envolve uma complexa interação entre fatores genéticos e ambientais, levando a uma inflamação eosinofílica das vias aéreas. Deve-se suspeitar de asma em crianças com sibilância recorrente, tosse crônica, dispneia, especialmente se os sintomas pioram à noite, com exercícios ou em contato com alérgenos, e respondem a broncodilatadores. Fatores de risco como história de atopia (dermatite atópica), bronquiolite grave e história familiar de asma reforçam a suspeita. O tratamento da asma infantil visa o controle dos sintomas e a prevenção de exacerbações. Para asma persistente, o corticoide inalatório (CI) em dose baixa é a terapia controladora de primeira linha, atuando na inflamação subjacente. Broncodilatadores de curta ação (como o Salbutamol) são usados para alívio rápido dos sintomas. O escalonamento da terapia deve ser feito conforme a resposta clínica, e a educação dos pais sobre a doença e o uso correto dos medicamentos é fundamental para o sucesso do tratamento.
A asma é classificada como persistente em crianças quando há sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, sintomas noturnos mais de duas vezes por mês, uso de medicação de resgate mais de duas vezes por semana, ou limitação da atividade física devido à asma. A frequência semanal e noturna do caso indica asma persistente.
O corticoide inalatório em dose baixa é a pedra angular do tratamento da asma persistente porque atua controlando a inflamação crônica das vias aéreas, que é a base da doença. Isso reduz a frequência e a gravidade dos sintomas, melhora a função pulmonar e previne exacerbações.
Fatores de risco incluem história pessoal de atopia (dermatite atópica, rinite alérgica), história familiar de asma ou atopia, sibilância frequente (especialmente noturna ou após exercícios), e episódios de bronquiolite grave na infância. A resposta a broncodilatadores também é um forte indicativo.
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