SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2015
Criança de seis anos deu entrada no pronto-socorro com quadro de dispneia, cianose, sudorese, dificuldade para falar, retração intercostal e subdiafragmática, murmúrio vesicular diminuído globalmente, sibilos discretos, frequência respiratória de 48 ipm e frequência cardíaca 150 bpm. A mãe refere que nos últimos seis meses a criança apresentou duas internações hospitalares por broncoespasmo, e em uma delas necessitou de ventilação pulmonar mecânica.
Asma grave em criança: Sinais de gravidade (cianose, dificuldade fala, MV ↓) + histórico de VPM → Risco de morte por asfixia.
Uma criança com asma que apresenta sinais de gravidade como cianose, dificuldade para falar, murmúrio vesicular diminuído e histórico de internações por broncoespasmo, especialmente com necessidade de ventilação mecânica, configura um quadro de asma persistente grave com alto risco de morte por asfixia.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças em todo o mundo, sendo uma das principais causas de morbidade e hospitalização pediátrica. A classificação da asma em intermitente, persistente leve, moderada ou grave baseia-se na frequência dos sintomas, uso de medicação de resgate e comprometimento da função pulmonar. A asma persistente grave é caracterizada por sintomas diários, exacerbações frequentes e impacto significativo na qualidade de vida, exigindo tratamento contínuo e intensivo. A fisiopatologia da crise asmática envolve broncoconstrição, edema da mucosa e hipersecreção de muco, levando à obstrução das vias aéreas. Em uma crise grave, a obstrução é tão intensa que pode comprometer a ventilação e a oxigenação. Os sinais de gravidade incluem dispneia intensa, cianose, dificuldade para falar, uso de musculatura acessória, retrações, taquicardia, taquipneia e, criticamente, a diminuição ou ausência de murmúrio vesicular e sibilos, indicando um 'tórax silencioso' e exaustão respiratória. O histórico de internações prévias, especialmente com necessidade de ventilação mecânica, é um forte preditor de risco de morte. O manejo de uma crise asmática grave no pronto-socorro requer avaliação rápida e intervenção imediata, incluindo oxigenoterapia, broncodilatadores de curta ação (beta-2 agonistas) e corticosteroides sistêmicos. A falha em reconhecer e tratar prontamente a asma grave pode levar à insuficiência respiratória e parada cardiorrespiratória. A educação dos pais e pacientes sobre o plano de ação para asma e o reconhecimento dos sinais de alerta é fundamental para prevenir desfechos fatais. Para residentes, a capacidade de identificar rapidamente a gravidade da asma e instituir o tratamento adequado é uma habilidade essencial.
Sinais de crise asmática grave incluem dispneia intensa, cianose, dificuldade para falar, agitação ou sonolência, retrações intercostais e subdiafragmáticas, murmúrio vesicular diminuído ou ausente, e taquicardia/taquipneia.
O murmúrio vesicular diminuído, ou 'tórax silencioso', indica uma obstrução brônquica tão severa que há pouca passagem de ar, sendo um sinal de fadiga respiratória iminente e risco de parada respiratória.
Um histórico de internações hospitalares frequentes por broncoespasmo, e especialmente a necessidade de ventilação pulmonar mecânica, indica um paciente com asma de difícil controle e alto risco de crises futuras graves e potencialmente fatais.
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