SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2016
Em uma primeira consulta, George, 13 anos, natural e procedente de Goiana, foi encaminhado após ter sido internado em enfermaria no interior, com crise de asma há 3 semanas. Na história, há referência de episódios prévios de sibilância desde os 2 anos de idade, associados à dermatite atópica. Nos últimos 12 meses, o paciente apresentou aproximadamente 8 crises de asma com atendimentos de emergência. Fora dos períodos de exacerbação, ele tem tosse seca predominantemente noturna, 4 vezes por semana, que perturba seu sono. Que medicação (ões) preventiva (s) deveria (m) ser prescrita (s) para esse paciente?
Asma persistente grave (adolescente) → Corticoide inalatório alta dose + LABA (GINA Step 4/5).
O paciente apresenta asma persistente grave, caracterizada por sintomas noturnos frequentes que perturbam o sono e múltiplas exacerbações nos últimos 12 meses. A conduta preventiva para essa gravidade, conforme as diretrizes GINA, envolve o uso de corticosteroide inalatório em alta dose combinado com um beta-agonista de longa duração (LABA).
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de pessoas, incluindo adolescentes. O manejo adequado é crucial para prevenir exacerbações, melhorar a qualidade de vida e evitar complicações. Para residentes, a classificação da gravidade da asma e a escolha da medicação preventiva são habilidades essenciais. O caso de George, com sintomas noturnos frequentes e múltiplas exacerbações, configura um quadro de asma persistente grave, exigindo uma abordagem terapêutica intensiva. A fisiopatologia da asma envolve inflamação crônica das vias aéreas, hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo. O diagnóstico da gravidade é feito pela frequência dos sintomas diurnos e noturnos, uso de medicação de resgate, limitações de atividade e histórico de exacerbações. Em adolescentes, a asma persistente grave frequentemente requer uma combinação de medicamentos para controlar a inflamação e a broncoconstrição. O tratamento preventivo para asma persistente grave, conforme as diretrizes GINA (Global Initiative for Asthma), geralmente envolve o passo 4 ou 5. Isso significa a prescrição de um corticosteroide inalatório (CI) em alta dose, combinado com um beta-agonista de longa duração (LABA). Essa combinação atua sinergicamente para reduzir a inflamação e promover a broncodilatação sustentada. O prognóstico melhora significativamente com o controle adequado. Pontos de atenção incluem a adesão ao tratamento, a técnica inalatória correta e a identificação e manejo de gatilhos ambientais.
A asma persistente grave em adolescentes é caracterizada por sintomas diurnos diários, sintomas noturnos frequentes (quase todas as noites), uso diário de beta-2 agonista de curta ação, limitações significativas da atividade e múltiplas exacerbações graves que exigem atendimento de emergência ou hospitalização.
Para asma persistente grave, a medicação preventiva de primeira linha, segundo as diretrizes GINA, é a combinação de um corticosteroide inalatório (CI) em alta dose com um beta-agonista de longa duração (LABA). Essa combinação é fundamental para o controle da inflamação e broncodilatação.
Montelucaste (antagonista de receptor de leucotrieno) e formoterol (LABA) em monoterapia não são suficientes para controlar a inflamação subjacente na asma persistente grave. O tratamento requer a potência anti-inflamatória dos corticosteroides inalatórios, idealmente combinados com LABA para otimizar o controle sintomático e prevenir exacerbações.
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