UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2015
Paciente adulto, sexo masculino, foi admitido na UTI devido à insuficiência respiratória decorrente de crise asmática. Permaneceu em entubação orotraqueal prolongada por 20 dias. Apresentou desconforto respiratório progressivo 7 dias após ser extubado, evoluindo para cornagem. Qual o diagnóstico e conduta?
Paciente asmático com desconforto respiratório e cornagem pós-extubação → considerar asma recidivante → tratar com corticoide e broncodilatador.
Embora a cornagem sugira obstrução de via aérea superior, em um paciente com histórico de crise asmática grave e intubação prolongada, a recidiva da asma é uma possibilidade a ser considerada. A conduta inicial para uma crise asmática envolve a administração de corticoides sistêmicos e broncodilatadores para controlar a inflamação e o broncoespasmo.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que pode levar a crises graves, exigindo intubação orotraqueal e ventilação mecânica. O manejo pós-extubação de pacientes com asma grave é um desafio, pois há risco tanto de complicações relacionadas à intubação quanto de recidiva da doença de base. A vigilância para sinais de desconforto respiratório é crucial. No contexto de um paciente com histórico de asma grave e intubação prolongada, o desenvolvimento de desconforto respiratório progressivo após a extubação pode ter múltiplas causas. Embora a cornagem (estridor inspiratório) seja classicamente associada à obstrução de via aérea superior, como a estenose laringo-traqueal pós-intubação, a possibilidade de uma crise asmática recidivante não pode ser descartada, especialmente se o paciente não estiver em regime adequado de manutenção ou se houver um gatilho. A conduta para uma crise asmática recidivante envolve a administração imediata de broncodilatadores de curta ação (como salbutamol) e corticoides sistêmicos (como prednisona ou metilprednisolona) para reduzir a inflamação e o broncoespasmo. A avaliação cuidadosa do paciente, incluindo ausculta pulmonar e resposta à terapia, é essencial para guiar o tratamento e diferenciar entre asma e outras causas de obstrução de vias aéreas.
Sinais incluem taquipneia, uso de musculatura acessória, sibilância intensa (ou ausência de sibilância em casos muito graves), taquicardia, saturação de oxigênio baixa e, em casos extremos, alteração do nível de consciência.
Os broncodilatadores (beta-2 agonistas de curta ação) promovem a dilatação das vias aéreas, aliviando o broncoespasmo. Os corticoides sistêmicos reduzem a inflamação subjacente nas vias aéreas, que é a base da asma, prevenindo a recorrência e a progressão da crise.
A crise asmática tipicamente apresenta sibilância expiratória e melhora com broncodilatadores. A estenose laringo-traqueal causa cornagem (estridor inspiratório) e não responde a broncodilatadores, exigindo avaliação da via aérea superior (ex: broncoscopia).
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