UFU/HC - Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG) — Prova 2017
Criança de 12 anos de idade é portador de asma brônquica, em uso apenas de broncodilatador de curta duração quando necessário. Refere tosse seca durante a prática de exercícios físicos, às vezes com dor torácica, necessitando de broncodilatador de curta ação quase diariamente. Relata ainda que acorda às vezes durante a noite com dor torácica e dispnéia, duas vezes ao mês. Refere também que apresenta tosse seca emetizante durante a manhã, frequentemente. Qual conduta deve ser tomada frente a esse caso?
Asma com sintomas >2x/semana ou noturnos >2x/mês → Asma persistente, iniciar corticoide inalatório.
O paciente apresenta sintomas de asma mais de duas vezes por semana, uso de broncodilatador de curta ação quase diariamente e sintomas noturnos duas vezes ao mês, o que o classifica como asma persistente leve a moderada. Nesses casos, a terapia de controle com corticosteroide inalatório em baixas doses é a conduta inicial recomendada para reduzir a inflamação das vias aéreas.
A asma brônquica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente. O manejo adequado é crucial para controlar os sintomas, prevenir exacerbações e garantir uma boa qualidade de vida. A classificação da asma, baseada na frequência e intensidade dos sintomas diurnos e noturnos, bem como na necessidade de medicação de alívio, é o ponto de partida para a escolha da terapia. No caso apresentado, a criança de 12 anos exibe sintomas que claramente a enquadram na categoria de asma persistente (sintomas quase diários, noturnos duas vezes ao mês, asma induzida por exercício). O uso exclusivo de broncodilatador de curta duração (SABA) para alívio não é suficiente para controlar a inflamação crônica subjacente. A conduta recomendada pelas diretrizes internacionais, como a GINA (Global Initiative for Asthma), é a introdução de um corticosteroide inalatório (CI) em baixas doses como terapia de controle. Os CI são a medicação anti-inflamatória mais eficaz para a asma, reduzindo a hiperresponsividade brônquica e a frequência de exacerbações. A reavaliação em 30 dias permite ajustar a dose ou adicionar outras terapias, se necessário, visando o controle total da doença.
A asma é classificada como persistente quando há sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, uso de SABA mais de duas vezes por semana, sintomas noturnos mais de duas vezes por mês, ou limitação da atividade.
A primeira linha de tratamento para asma persistente em crianças é o corticosteroide inalatório (CI) em baixas doses, que atua reduzindo a inflamação crônica das vias aéreas.
O broncodilatador de curta ação alivia os sintomas agudos, mas não trata a inflamação subjacente da asma. O uso frequente indica controle inadequado e risco de exacerbações, necessitando de terapia anti-inflamatória.
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