FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2020
Pré-escolar de três anos e seis meses atendido no setor de emergência do hospital por crises de asma, que se acentuam no inverno. Nos últimos seis meses, não chega a ficar um mês sem necessitar de atendimento de urgência. Fora das crises, necessita de broncodilatadores quase diariamente. Qual é a melhor alternativa para a prevenção das crises?
Asma persistente em pré-escolar com uso diário de SABA → Corticoide inalado + Antagonista de leucotrieno para controle.
O quadro descreve uma asma persistente moderada a grave em pré-escolar, caracterizada por crises frequentes e necessidade diária de broncodilatador de curta duração. A melhor abordagem para prevenção e controle é a terapia combinada com corticoide inalado (anti-inflamatório de primeira linha) e um antagonista do receptor de leucotrieno, que atua em outra via inflamatória.
A asma em pré-escolares é uma condição crônica comum, caracterizada por inflamação das vias aéreas e hiperresponsividade brônquica, levando a episódios recorrentes de sibilância, tosse e dispneia. Sua epidemiologia é significativa, afetando uma parcela considerável da população pediátrica, com exacerbações frequentemente desencadeadas por infecções virais e exposição a alérgenos, especialmente no inverno. A importância clínica reside no impacto na qualidade de vida da criança e da família, além do risco de crises graves. O diagnóstico da asma em pré-escolares é desafiador devido à dificuldade em realizar testes de função pulmonar e à sobreposição com outras condições respiratórias. No entanto, a história clínica de sintomas recorrentes, como sibilância e tosse, especialmente noturna ou desencadeada por exercício/alérgenos, é crucial. O caso apresentado descreve uma asma persistente, evidenciada pela frequência das crises e pela necessidade quase diária de broncodilatadores de curta duração (SABA), indicando um controle inadequado da doença. O tratamento da asma persistente em pré-escolares visa o controle dos sintomas e a prevenção de exacerbações. A terapia controladora de primeira linha é o corticoide inalado (CI), devido à sua potente ação anti-inflamatória. Em casos de asma persistente moderada a grave, a adição de um antagonista do receptor de leucotrieno (como o montelucaste) é uma estratégia eficaz, pois atua em uma via inflamatória diferente, potencializando o efeito do CI. Broncodilatadores de longa duração (LABA) não são recomendados como monoterapia e devem ser usados apenas em combinação com CI em crianças maiores ou adolescentes, não sendo a melhor opção para pré-escolares neste cenário.
A asma é considerada persistente quando há sintomas mais de duas vezes por semana, despertares noturnos mais de duas vezes por mês, ou necessidade de broncodilatador de curta duração mais de duas vezes por semana, ou crises que afetam a atividade.
O corticoide inalado é a medicação controladora mais eficaz para asma em crianças, atuando como anti-inflamatório potente para reduzir a hiperresponsividade brônquica e prevenir crises.
O antagonista do receptor de leucotrieno (ex: montelucaste) é indicado como terapia adicional em asma persistente, especialmente em crianças com asma induzida por exercício, rinite alérgica concomitante ou como alternativa para aqueles que não toleram corticoides inalados.
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