HFA - Hospital das Forças Armadas (DF) — Prova 2020
Acerca das patologias na infância, julgue o item a seguir. Suponha-se que uma criança com três anos de idade tenha diagnóstico de rinite de repetição, episódios de sibilância sem resfriado (virose), último hemograma que revelou eosinofilia e antecedente familiar de asma. Nesse caso, há grande probabilidade de que a sibilância persista na vida adulta.
Sibilância persistente > 3 anos + rinite + eosinofilia + história familiar asma → alta chance de asma adulta.
A persistência da sibilância na vida adulta é mais provável em crianças que apresentam múltiplos fatores de risco para asma atópica, como rinite alérgica, eosinofilia e história familiar de asma. A sibilância não associada a infecções virais em idade precoce também é um forte preditor de asma persistente.
A sibilância na infância é um sintoma comum, mas sua persistência na vida adulta varia significativamente. É crucial diferenciar a sibilância transitória, frequentemente associada a infecções virais em lactentes, daquela que evoluirá para asma persistente. Fatores como a idade de início, a frequência dos episódios e a presença de atopia são determinantes. O caso clínico apresenta uma criança de três anos com múltiplos fatores de risco para asma atópica persistente: rinite de repetição (indicativo de atopia de vias aéreas superiores), episódios de sibilância sem resfriado (sugerindo gatilhos não virais), eosinofilia (marcador de inflamação alérgica) e antecedente familiar de asma (forte componente genético). Esses elementos, especialmente a combinação de rinite e eosinofilia, são preditores robustos de que a sibilância não será transitória. A identificação precoce desses fatores de risco permite uma abordagem mais proativa no manejo, incluindo educação dos pais, controle ambiental e, se necessário, tratamento farmacológico adequado. A compreensão dos fenótipos de sibilância na infância é fundamental para o prognóstico e a estratégia terapêutica, visando minimizar o impacto da doença na qualidade de vida da criança e prevenir a progressão para asma grave na vida adulta.
Os principais fatores de risco incluem história familiar de asma ou atopia, diagnóstico de rinite alérgica, eosinofilia no hemograma, sibilância não associada a infecções virais e início precoce dos sintomas.
A rinite alérgica e a asma são manifestações da mesma doença atópica das vias aéreas. A presença de rinite em crianças com sibilância é um forte indicador de que a inflamação alérgica é sistêmica e pode levar à persistência da asma.
A eosinofilia no hemograma sugere uma resposta inflamatória alérgica subjacente, que é um marcador de atopia. Em crianças com sibilância, a eosinofilia é um preditor de maior probabilidade de desenvolver asma persistente e de ter uma doença mais grave.
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