Asma Pediátrica: Escalonamento Terapêutico e Controle

UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2019

Enunciado

Criança de oito anos de idade, atópica, pais atópicos, portadora de asma em tratamento com uso de monlukast 4 mg diariamente, corticoide inalatório em dose baixa, salbutamol diário, 200 mcg a cada 6h, via inalatória e orientação de controle ambiental com adesão correta ao tratamento, evolui com manutenção do quadro de sibilância, restrição moderada de atividades rotineiras e sem crises noturnas. Qual a conduta de escolha para manutenção mais adequada para o caso?

Alternativas

  1. A)  Manter a medicação e aguardar a evolução. 
  2. B)  Iniciar broncodilatador B2 agonista de longa ação.
  3. C)  Aumentar o corticosteroide inalatório para doses moderadas.
  4. D)  Aumentar a dosagem do corticosteroide para dose máxima.
  5. E)  Iniciar teolfilina oral.

Pérola Clínica

Asma não controlada com corticoide inalatório dose baixa + montelucaste + salbutamol diário → adicionar LABA.

Resumo-Chave

Em crianças com asma persistente que permanece não controlada apesar do uso de corticoide inalatório em dose baixa, montelucaste e salbutamol diário (indicando uso de resgate frequente), a próxima etapa no escalonamento terapêutico, conforme as diretrizes atuais, é a adição de um broncodilatador beta-2 agonista de longa ação (LABA) ao corticoide inalatório.

Contexto Educacional

A asma pediátrica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo. O manejo visa o controle dos sintomas e a prevenção de exacerbações, permitindo que a criança tenha uma vida normal. O tratamento é escalonado de acordo com o nível de controle da doença, seguindo diretrizes internacionais como a GINA (Global Initiative for Asthma). No caso apresentado, a criança, apesar de usar montelucaste, corticoide inalatório em dose baixa e salbutamol diário (o que já indica um controle inadequado), ainda mantém sibilância e restrição de atividades. Isso configura uma asma não controlada, exigindo um passo acima no tratamento. O próximo passo no escalonamento terapêutico, após otimizar o uso do corticoide inalatório em dose baixa e considerar o montelucaste, é a adição de um broncodilatador beta-2 agonista de longa ação (LABA) ao corticoide inalatório. Essa combinação permite um melhor controle dos sintomas e uma redução das exacerbações, com uma dose de corticoide que pode ser mantida em níveis mais baixos, minimizando efeitos adversos. Aumentar a dose do corticoide inalatório para o máximo seria uma opção posterior, caso a combinação com LABA não seja suficiente.

Perguntas Frequentes

Quando se considera que a asma em crianças está não controlada?

A asma é considerada não controlada quando há sintomas diurnos frequentes (>2 vezes/semana), despertares noturnos, necessidade de medicação de alívio frequente (>2 vezes/semana) ou limitação de atividades, apesar do tratamento de manutenção.

Qual o papel do broncodilatador beta-2 agonista de longa ação (LABA) no tratamento da asma pediátrica?

Os LABAs são usados como terapia adicional aos corticoides inalatórios para melhorar o controle da asma, reduzir sintomas e exacerbações, especialmente em pacientes que não atingem o controle apenas com corticoide inalatório.

Qual a importância do controle ambiental na asma atópica?

O controle ambiental é fundamental para reduzir a exposição a alérgenos e irritantes (ácaros, pólen, pelos de animais, fumaça de cigarro), diminuindo a inflamação das vias aéreas e contribuindo para o controle da asma, especialmente em pacientes atópicos.

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