UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2018
Criança de 5 anos, em tratamento para asma usando beclometasona em dose de 200 mcg/dia com espaçador e máscara, vem tendo crises mais que 2 vezes por semana, sendo necessário o uso de medicação de alívio e apresentando despertar noturno 1 vez por semana. O estado clínico atual da asma e a conduta sobre a corticoterapia são:
Asma não controlada: sintomas >2x/sem, uso de alívio >2x/sem OU despertar noturno >1x/sem. Exige aumento da corticoterapia.
A criança apresenta múltiplos critérios de asma não controlada (sintomas >2x/sem, uso de alívio >2x/sem, despertar noturno 1x/sem). A dose de beclometasona de 200 mcg/dia é considerada baixa para essa condição, necessitando de aumento para otimizar o controle da doença.
A asma pediátrica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, sendo uma das condições crônicas mais comuns na infância. Seu manejo adequado é crucial para prevenir exacerbações, melhorar a qualidade de vida e garantir o desenvolvimento pulmonar normal. A classificação do controle da asma é fundamental para guiar o tratamento, baseando-se em critérios como frequência de sintomas diurnos e noturnos, necessidade de medicação de alívio e limitação de atividades. O tratamento da asma em crianças envolve o uso de medicamentos controladores, principalmente corticosteroides inalatórios (CI), e medicamentos de alívio. A dose do CI deve ser ajustada de acordo com o nível de controle da doença. Uma asma não controlada, como no caso apresentado, exige uma revisão da terapia, que frequentemente inclui o aumento da dose do CI ou a adição de outro controlador. É importante sempre verificar a técnica inalatória e a aderência ao tratamento antes de escalar a medicação. O prognóstico da asma pediátrica é geralmente bom com manejo adequado, mas a falta de controle pode levar a remodelação das vias aéreas e perda irreversível da função pulmonar. A educação dos pais e da criança sobre a doença, os gatilhos e o uso correto dos medicamentos é um pilar essencial do tratamento. O objetivo é atingir e manter o controle da asma com a menor dose eficaz de medicação.
A asma em crianças é classificada como controlada, parcialmente controlada ou não controlada, baseando-se na frequência de sintomas diurnos, despertares noturnos, uso de medicação de alívio e limitação de atividades, conforme as diretrizes GINA.
A dose de corticoide inalatório deve ser aumentada quando a asma está parcialmente controlada ou não controlada, após revisar a técnica inalatória e aderência, e excluir outros fatores desencadeantes como exposição a alérgenos ou infecções.
A dose de 200 mcg/dia de beclometasona é geralmente considerada baixa para crianças com asma persistente que não está controlada, especialmente em casos de asma moderada a grave, onde doses maiores são frequentemente necessárias.
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