HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2022
Criança de oito anos de idade, atópica, pais atópicos, portadora de asma em tratamento com uso de monlukast 4 mg diariamente, corticoide inalatório em dose baixa, salbutamol diário, 200 mcg a cada 6h, via inalatória e orientação de controle ambiental com adesão correta ao tratamento, evolui com manutenção do quadro de sibilância, restrição moderada de atividades rotineiras e sem crises noturnas. Qual a conduta de escolha para manutenção mais adequada para o caso?
Asma pediátrica não controlada com CI baixa + Montelukast → Adicionar LABA ou aumentar CI para dose moderada.
A criança apresenta asma não controlada, apesar do uso de corticoide inalatório em dose baixa e montelukast. O uso diário de salbutamol indica controle inadequado. A próxima etapa no tratamento de manutenção, conforme as diretrizes, é adicionar um broncodilatador beta2 agonista de longa ação (LABA) ou aumentar a dose do corticoide inalatório.
A asma pediátrica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável ao fluxo aéreo. É uma das doenças crônicas mais comuns na infância, afetando significativamente a qualidade de vida. O controle da asma é fundamental para prevenir exacerbações, reduzir sintomas e manter a função pulmonar. O diagnóstico de asma não controlada é feito pela persistência de sintomas apesar do tratamento de manutenção. O uso diário de salbutamol (beta2 agonista de curta ação) é um forte indicativo de controle inadequado. A fisiopatologia envolve inflamação crônica das vias aéreas, levando a broncoespasmo e remodelamento, necessitando de uma abordagem terapêutica escalonada. O tratamento de manutenção da asma segue um esquema de "step-up" baseado nas diretrizes como a GINA. Para uma criança com asma não controlada em corticoide inalatório de dose baixa e montelukast, a próxima etapa é adicionar um broncodilatador beta2 agonista de longa ação (LABA) ou aumentar a dose do corticoide inalatório para moderada. A teofilina oral é uma opção de terceira linha e o aumento para dose máxima de corticoide inalatório é para casos mais graves e refratários.
A asma é considerada não controlada quando há sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, uso de medicação de alívio mais de duas vezes por semana, qualquer limitação de atividade ou sintomas noturnos.
Os broncodilatadores beta2 agonistas de longa ação (LABA) proporcionam broncodilatação prolongada, melhorando o controle dos sintomas e a função pulmonar, especialmente quando combinados com corticoides inalatórios, reduzindo a necessidade de medicação de alívio.
O aumento da dose do corticoide inalatório é uma opção quando a asma não está controlada com doses baixas, antes de considerar outras classes de medicamentos ou em conjunto com um LABA, sempre avaliando o risco-benefício.
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