HIVS - Hospital Infantil Varela Santiago (RN) — Prova 2015
Marque a alternativa CORRETA que contém os sinais de gravidade em uma criança com Asma.
Asma grave em criança: história de UTI/intubação, >3 internações/ano, má resposta ao tratamento inicial e baixas condições socioeconômicas.
A identificação precoce dos sinais de gravidade na asma pediátrica é crucial para evitar desfechos adversos. Fatores como história de internação em UTI, múltiplas internações e falta de resposta ao tratamento inicial indicam maior risco e necessidade de intervenção intensiva.
A asma pediátrica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente, sendo uma das principais causas de internação hospitalar e visitas a pronto-socorros. A identificação precoce dos sinais de gravidade é fundamental para estratificar o risco e guiar o manejo, prevenindo morbidade e mortalidade. Compreender esses indicadores é crucial para o residente, pois permite uma tomada de decisão rápida e eficaz em situações de crise. Os sinais de gravidade em crianças com asma não se limitam apenas à apresentação aguda, mas também incluem fatores de risco históricos e sociais. Uma história de internação em UTI ou intubação por asma, múltiplas internações no último ano (>3), e a falta de resposta ao tratamento inicial com oxigênio, broncodilatadores e corticoides são marcadores de alto risco. Além disso, fatores socioeconômicos desfavoráveis podem impactar a adesão ao tratamento e o acesso a cuidados, contribuindo para um pior prognóstico. O manejo da crise asmática grave exige uma abordagem sistemática, com oxigenoterapia, broncodilatadores de curta ação e corticoides sistêmicos. A monitorização contínua da resposta clínica é essencial. A presença de sinais de gravidade indica a necessidade de considerar terapias adicionais, como sulfato de magnésio, ventilação não invasiva ou, em casos extremos, intubação e ventilação mecânica, sempre visando estabilizar o paciente e evitar complicações respiratórias.
Os principais sinais incluem história de internação em UTI por asma, intubação prévia, mais de 3 internações anuais por asma, e má resposta ao tratamento inicial com O2, broncodilatadores e corticoides.
Baixas condições socioeconômicas podem estar associadas a menor acesso a cuidados de saúde, pior adesão ao tratamento, exposição a gatilhos ambientais e nutrição inadequada, contribuindo para um pior controle da asma e maior risco de gravidade.
A falta de resposta ou piora clínica nas primeiras horas, apesar das medidas instituídas (O2, broncodilatadores, corticoides), é um forte indicador de gravidade, sugerindo a necessidade de intensificação terapêutica e monitoramento rigoroso.
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