UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2023
Menino, 5 anos de idade, recebeu alta hospitalar há 15 dias com diagnóstico de asma e foi encaminhado para acompanhamento. Apresenta crises recorrentes de sibilância desde os 4 anos, que ocorrem a cada 2 a 3 meses, desencadeadas por resfriado, mudança de tempo e contato com poeira, com boa resposta ao salbutamol. Atualmente tem apresentado tosse e chiado no peito ao correr, ao rir e ainda acorda à noite por tosse e falta de ar de 1 a 2 vezes por semana. Qual a conduta recomendada de acordo com o GINA 2022 para o tratamento de manutenção da asma?
Asma pediátrica com sintomas diurnos e noturnos frequentes → iniciar corticoide inalatório diário (ex: Beclometasona com espaçador).
Crianças com asma que apresentam sintomas diurnos e noturnos frequentes, mesmo com uso de broncodilatador de resgate, necessitam de tratamento de manutenção. O GINA 2022 recomenda corticosteroides inalatórios em baixa dose, administrados com espaçador e máscara para essa faixa etária.
A asma é uma doença crônica comum na infância, caracterizada por inflamação das vias aéreas e hiperresponsividade brônquica. O Global Initiative for Asthma (GINA) publica diretrizes atualizadas para o manejo da asma, sendo um recurso essencial para residentes e profissionais de saúde. A avaliação do controle da asma em crianças é baseada na frequência de sintomas diurnos, sintomas noturnos, necessidade de medicação de resgate e limitações de atividade. O caso descrito, com sintomas diurnos e noturnos frequentes, indica uma asma não controlada, necessitando de tratamento de manutenção. Para crianças de 5 anos com asma não controlada, o GINA 2022 recomenda o início de corticosteroides inalatórios (CI) em baixa dose diária como tratamento de manutenção. Medicamentos como a beclometasona são eficazes na redução da inflamação e prevenção de exacerbações. A administração deve ser feita com um dispositivo de inalação de dose medida (MDI) acoplado a um espaçador com máscara, para garantir a deposição pulmonar adequada do fármaco e minimizar a deposição orofaríngea, que pode levar a efeitos adversos locais. É fundamental que o residente saiba classificar a asma, identificar a necessidade de tratamento de manutenção e prescrever o CI adequado na dose correta e com o dispositivo apropriado para a idade. O acompanhamento regular é necessário para ajustar a terapia e garantir o controle da doença, melhorando a qualidade de vida da criança e prevenindo futuras crises.
A classificação da gravidade da asma em crianças é feita retrospectivamente, após o início do tratamento de controle. Antes do tratamento, a asma é classificada pelo nível de controle (controlada, parcialmente controlada, não controlada) com base na frequência de sintomas diurnos, limitações de atividade, sintomas noturnos e necessidade de medicação de resgate.
A primeira linha de tratamento de manutenção para asma persistente em crianças, conforme o GINA 2022, são os corticosteroides inalatórios em baixa dose diária. Eles reduzem a inflamação das vias aéreas e previnem exacerbações.
O espaçador com máscara otimiza a entrega do medicamento aos pulmões, reduzindo o depósito na orofaringe e minimizando efeitos colaterais locais e sistêmicos. É crucial para garantir a eficácia da medicação em crianças pequenas que não conseguem coordenar a inalação.
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