Asma Pediátrica: Escalonamento do Tratamento com Fluticasona

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2019

Enunciado

Menino de 4 anos de idade com diagnóstico de asma, em uso diário de fluticasona spray 100 µg, de 12/12 horas, há 7 meses, com controle de sintomas. Refere que neste período apresentou apenas duas exacerbações, tendo utilizado salbutamol (ß2-agonista de curta duração) com controle completo. No último mês, a mãe refere que as crises pioraram de frequência: tem apresentado falta de ar, tosse e sibilos 3x/semana com necessidade de medicação de alívio para remissão dos sintomas. Nega sintomas noturnos, limitação nas atividades diárias e crises induzidas pelo exercício. Qual a conduta CORRETA com relação ao caso?

Alternativas

  1. A) Manter a dose da fluticasona; utilizar salbutamol nas exacerbações e aguardar melhora do quadro.
  2. B) Suspender a fluticasona e introduzir montelucaste de sódio 5 mg/dia.
  3. C) Trocar a fluticasona por beclometasona (em propelente norflurano - Clenil HFA ®) na dose de 250 µg/dia.
  4. D) Manter a fluticasona, porém aumentar a sua dose de utilização para 200 µg de 12/12h. 
  5. E) Trocar a fluticasona por salmeterol/fluticasona 25/125 µg de 12/12 h.

Pérola Clínica

Asma pediátrica com piora de sintomas 3x/semana → escalonar corticoide inalatório.

Resumo-Chave

O paciente apresenta piora do controle da asma, com sintomas diurnos 3 vezes por semana e necessidade de medicação de alívio. Isso indica uma asma parcialmente controlada ou não controlada, exigindo o escalonamento da terapia, que geralmente envolve o aumento da dose do corticoide inalatório.

Contexto Educacional

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente. Caracteriza-se por episódios recorrentes de sibilância, dispneia, aperto no peito e tosse, particularmente à noite ou pela manhã. O manejo adequado da asma pediátrica é crucial para garantir uma boa qualidade de vida, prevenir exacerbações e evitar o remodelamento das vias aéreas. O diagnóstico da asma em crianças é clínico, baseado na história e nos sintomas. O tratamento é escalonado de acordo com o nível de controle da doença, conforme diretrizes como a GINA (Global Initiative for Asthma). O corticoide inalatório (CI) é a base do tratamento de manutenção para a asma persistente, atuando na redução da inflamação das vias aéreas. No caso apresentado, o menino, que antes tinha a asma controlada com fluticasona 100 µg 12/12h, agora apresenta sintomas 3x/semana e necessidade de medicação de alívio. Isso indica uma perda do controle da asma. A conduta correta é escalonar a terapia, e a primeira linha de ação é aumentar a dose do corticoide inalatório. Aumentar a fluticasona para 200 µg 12/12h é uma medida apropriada para tentar retomar o controle da doença antes de considerar outras opções terapêuticas.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para classificar o controle da asma em crianças?

O controle da asma é avaliado pela frequência de sintomas diurnos, sintomas noturnos, necessidade de medicação de alívio, limitação de atividades e exacerbações. Sintomas > 2x/semana indicam asma não controlada ou parcialmente controlada.

Quando é indicado o escalonamento da terapia na asma pediátrica?

O escalonamento é indicado quando o paciente apresenta asma não controlada ou parcialmente controlada, apesar do uso regular da medicação de manutenção.

Qual a importância do corticoide inalatório no tratamento da asma?

O corticoide inalatório é a medicação de primeira linha para o controle da asma persistente, atuando na inflamação das vias aéreas e prevenindo exacerbações.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo