Asma Pediátrica: Diagnóstico e Manejo em Crianças

UEM - Hospital Universitário de Maringá (PR) — Prova 2016

Enunciado

Menino de 1 ano e 8 meses, vem apresentando há 6 meses quadros recorrentes de sibilância e tosse, que duram cerca de uma semana. Os episódios ocorrem sem febre e mãe refere que a mudança climática está associada às crises. Apresenta melhora dos sintomas após inalação com salbutamol. Queixa-se também de espirros, prurido nasal e coriza frequentemente. É eutrófico e tem histórico de dermatite atópica desde os 4 meses, que agora apresenta-se controlada. Assinale a alternativa que indica a hipótese diagnóstica mais provável para esta criança:

Alternativas

  1. A) Bronquiolite obliterante. 
  2. B) Bronquiolite viral aguda.
  3. C) Fibrose cística.
  4. D) Síndrome de Löeffler.
  5. E) Asma

Pérola Clínica

Criança <2 anos com sibilância recorrente, atopia e resposta a broncodilatador → alta probabilidade de Asma.

Resumo-Chave

A asma em crianças pequenas pode se manifestar com sibilância e tosse recorrentes, especialmente em contextos de atopia (dermatite, rinite alérgica) e com melhora após uso de broncodilatadores. A história clínica e a resposta terapêutica são cruciais para o diagnóstico.

Contexto Educacional

A asma pediátrica é uma das doenças crônicas mais comuns na infância, caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas e hiperresponsividade brônquica, levando a episódios recorrentes de sibilância, tosse, dispneia e aperto no peito. Sua prevalência varia, mas é uma causa significativa de morbidade e visitas a serviços de emergência em crianças. O reconhecimento precoce é fundamental para um manejo adequado e prevenção de exacerbações. O diagnóstico em crianças menores de 5 anos é predominantemente clínico, pois os testes de função pulmonar são difíceis de realizar. Deve-se suspeitar de asma em crianças com sibilância recorrente (três ou mais episódios), tosse crônica, história familiar de asma ou atopia, presença de dermatite atópica ou rinite alérgica, e melhora dos sintomas com broncodilatadores. A resposta ao salbutamol é um forte indicativo de reversibilidade da obstrução brônquica. O tratamento da asma pediátrica envolve o controle ambiental, o uso de medicamentos de alívio (broncodilatadores de curta ação como o salbutamol) e medicamentos controladores (corticosteroides inalatórios) para reduzir a inflamação crônica. A educação dos pais e da criança sobre a doença e o plano de ação é crucial para o sucesso terapêutico e a melhoria da qualidade de vida.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios para diagnosticar asma em crianças pequenas?

O diagnóstico de asma em crianças menores de 5 anos é clínico, baseado em sibilância recorrente, tosse crônica, história familiar de atopia, presença de outras manifestações atópicas (dermatite, rinite) e resposta a broncodilatadores.

Como diferenciar asma de bronquiolite viral aguda em lactentes?

A bronquiolite viral aguda é um primeiro episódio de sibilância em lactentes, geralmente associado a infecção viral. A asma, por sua vez, caracteriza-se por episódios recorrentes de sibilância e tosse, frequentemente com história de atopia e melhora com broncodilatadores.

Qual a importância da dermatite atópica no diagnóstico de asma infantil?

A dermatite atópica é um forte preditor de asma em crianças, fazendo parte da "marcha atópica". Sua presença aumenta significativamente a probabilidade de sibilância recorrente ser de origem asmática.

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