SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Uma criança de 2 anos de idade foi levada à consulta por apresentar episódios recorrentes de sibilância e tosse seca, principalmente à noite e pela manhã. Os sintomas iniciaram-se aos 6 meses de vida, com piora durante o inverno e em contato com animais domésticos. A mãe relatou que ele apresenta eczema em dobras cutâneas e que o pai tem asma. Ao exame físico, a criança apresentava-se em bom estado geral, com ausculta pulmonar com sibilos expiratórios difusos e presença de discreta retração subcostal. O restante do exame físico mostrou sem alterações. Constataram-se FR = 45 irpm, FC = 142 bpm, TEMP = 36,4 °C e SatO2 = 95%. Considerando esse quadro clínico, qual conduta terapêutica inicial é mais adequada para o paciente descrito?
Sibilância recorrente + Atopia + História familiar → Iniciar Corticoide Inalatório em dose baixa.
O tratamento de manutenção da asma em pré-escolares foca no controle da inflamação das vias aéreas com corticoides inalatórios, prevenindo exacerbações e perda de função pulmonar.
A asma em crianças menores de 5 anos representa um desafio diagnóstico, pois a sibilância pode ser desencadeada por infecções virais (sibilante transitório). No entanto, o caso clínico apresenta critérios clássicos para o fenótipo de asma atópica: início precoce, recorrência, piora com alérgenos/inverno, presença de eczema e história familiar positiva. Esses fatores compõem um Índice Preditivo de Asma (IPA) de alta especificidade.\n\nO tratamento padrão-ouro para o controle é o corticoide inalatório (CI) em dose baixa. O CI atua na inflamação crônica da mucosa brônquica, reduzindo a hiperresponsividade. O uso de broncodilatadores de longa ação (LABA) associados ao CI é reservado para etapas mais avançadas do tratamento (Etapa 3 ou 4) e geralmente não é a conduta inicial em crianças tão jovens sem tentativa prévia de monoterapia com CI.
O corticoide inalatório (CI) deve ser iniciado quando o padrão de sibilância sugere asma (sintomas frequentes, piora noturna, gatilhos como exercício ou alérgenos) ou quando há exacerbações graves. Em crianças menores de 5 anos, o Índice Preditivo de Asma (IPA) positivo, que inclui história de atopia e asma nos pais, reforça a indicação do CI como terapia de controle.
Para a maioria das crianças que iniciam o tratamento de controle (Etapa 2 do GINA), a recomendação é o uso de corticoide inalatório em dose baixa diária. Exemplos incluem fluticasona ou budesonida administradas via espaçador com máscara facial ou bocal, dependendo da idade e técnica da criança.
O manejo da crise aguda baseia-se no uso de broncodilatadores de curta ação (SABA), como o salbutamol, administrado via inalador dosimetrado com espaçador. A família deve ser orientada sobre os sinais de gravidade (tiragem, cianose, dificuldade de fala) que indicam a necessidade de busca imediata por serviço de emergência.
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