UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2018
Em relação à asma pediátrica, considere as afirmativas a seguir.I. Quanto menor a idade da criança, maior a possibilidade de um diagnóstico alternativo. II. Infecção respiratória grave por vírus sincicial respiratório no lactente está associado a risco aumentado de asma na adolescência.III. Uso contínuo de corticoides inalados em doses altas não determina necessidade de diagnóstico diferencial. IV. Medida de pico de fluxo expiratório é recomendado para seu diagnóstico funcional. Assinale a alternativa correta.
Asma pediátrica: < idade → ↑ diagnósticos diferenciais; VSR grave ↑ risco de asma futura.
Em crianças pequenas, a sibilância pode ter diversas causas além da asma, exigindo um diagnóstico diferencial cuidadoso. Infecções graves por VSR na infância são um fator de risco importante para o desenvolvimento de asma na adolescência, destacando a complexidade da doença.
A asma pediátrica é uma doença crônica comum, mas seu diagnóstico pode ser desafiador, especialmente em crianças menores. A sibilância em lactentes e pré-escolares frequentemente tem causas virais e nem sempre evolui para asma persistente, exigindo uma abordagem diagnóstica cuidadosa para diferenciar a asma de outras condições respiratórias. Fatores de risco como infecções respiratórias graves por Vírus Sincicial Respiratório (VSR) na primeira infância são bem estabelecidos e aumentam significativamente a probabilidade de desenvolvimento de asma na adolescência. O manejo da asma pediátrica envolve o uso de corticoides inalados, mas a falta de resposta ou a necessidade de doses altas devem sempre levantar a suspeita de um diagnóstico incorreto ou de comorbidades não tratadas. O diagnóstico funcional da asma em crianças maiores (>5-6 anos) é feito principalmente pela espirometria, que avalia a obstrução reversível das vias aéreas. O pico de fluxo expiratório é uma ferramenta útil para monitoramento em casa e avaliação da gravidade da crise, mas não é suficiente para o diagnóstico inicial da doença. O conhecimento desses aspectos é crucial para o manejo adequado e a otimização do tratamento da asma em crianças.
Os principais diagnósticos diferenciais incluem bronquiolite viral recorrente, refluxo gastroesofágico, aspiração de corpo estranho, malformações congênitas e fibrose cística, além da asma.
Infecções graves por VSR na primeira infância estão associadas a um risco aumentado de desenvolvimento de asma persistente e sibilância recorrente na adolescência.
A espirometria é o exame funcional padrão-ouro para o diagnóstico de asma, sendo recomendada para crianças a partir dos 5-6 anos de idade que conseguem colaborar com a manobra.
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