HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2020
Menino, 4 anos de idade, trazido ao pronto-socorro por seu pai, com história há 3 dias de desconforto respiratório, com piora hoje. Nega febre, coriza, alterações gastrointestinais e lesões de pele. Refere que no último semestre é o quarto episódio de desconforto respiratório, sendo orientado a usar ""bombinha"" após o último, com boa resposta. Ao exame físico, paciente taquidispneico, descorado. A criança foi levada à sala de emergência e monitorizada, apresentando os seguintes sinais vitais: frequência cardíaca = 165 batimentos/minuto, saturação em ar ambiente 83%, PA: 89 x 57 mmHg, frequência respiratória = 54 incursões/minuto. Ausculta pulmonar com murmúrios vesiculares diminuídos, com sibilos esparsos, tiragem subdiafragmática e intercostal presentes. Ausculta cardíaca sem alterações além da taquicardia. Pulsos centrais e periféricos cheios, rítmicos e simétricos. Restante do exame clínico sem alterações. Após estabilização inicial do paciente, na anamnese é identificado que o pai tem rinite alérgica e que é comum a criança apresentar episódio de tosse após risadas ou após brincadeiras com a irmã mais velha. Dentre as alternativas a seguir, assinale aquela que contém mais um sintoma sugestivo para asma em crianças com idade menor ou igual a 5 anos:
Asma < 5 anos: sibilância recorrente, tosse pós-exercício/risada, história familiar de atopia, e alergia alimentar são sugestivos.
O diagnóstico de asma em crianças pequenas é clínico e desafiador, baseado em sintomas recorrentes como sibilância e tosse, especialmente se desencadeados por fatores específicos e com história familiar de atopia. A alergia alimentar é uma comorbidade atópica comum que reforça a suspeita.
O diagnóstico de asma em crianças menores de 5 anos é um desafio clínico, pois os sintomas podem ser inespecíficos e mimetizar outras condições respiratórias. No entanto, a asma é uma das doenças crônicas mais comuns na infância, e seu reconhecimento precoce é crucial para um manejo adequado e prevenção de exacerbações graves. A prevalência de sibilância é alta nessa faixa etária, mas nem toda sibilância é asma. A suspeita de asma em crianças pequenas é reforçada pela presença de sibilância recorrente (três ou mais episódios), tosse crônica ou desencadeada por fatores específicos como exercício, risadas ou choro, e dispneia. Fatores como história familiar de atopia (asma, rinite alérgica, dermatite atópica) e a presença de outras manifestações atópicas na própria criança, como alergia alimentar, são fortes indicadores. A boa resposta a broncodilatadores também é um sinal importante. O manejo da asma infantil envolve o controle dos sintomas, a prevenção de exacerbações e a educação dos pais. O tratamento é individualizado e pode incluir broncodilatadores de curta ação para alívio e corticosteroides inalatórios para controle. É fundamental monitorar a adesão e ajustar a terapia conforme a resposta clínica, visando uma melhor qualidade de vida para a criança e sua família.
Sintomas como sibilância recorrente, tosse crônica ou desencadeada por exercício/risada, e dispneia, especialmente se melhoram com broncodilatadores, são altamente sugestivos de asma em crianças pequenas.
Uma história familiar de condições atópicas (asma, rinite alérgica, dermatite atópica) em pais ou irmãos aumenta significativamente a probabilidade de uma criança com sibilância recorrente ter asma, sendo um importante fator de risco.
A alergia alimentar é uma comorbidade comum em crianças com asma, fazendo parte da 'marcha atópica'. Sua presença reforça a suspeita de asma em crianças com sintomas respiratórios recorrentes e história de atopia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo