Asma Pediátrica: Manejo com Corticoide Inalatório

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2021

Enunciado

Pedro, de 5 anos, já tem atendimentos prévios na Unidade Básica de Saúde em virtude de sibilância. Dessa vez, a mãe o leva na UBS porque acordou com tosse à noite e nas últimas semanas tem tido que fazer o aerossol por alguns dias. Utiliza um jato de salbutamol 100 µg/jato a cada oito horas porque tem medo que o filho vicie com doses maiores. Quando utiliza o aerosol, Pedro apresenta melhora, mas de vez em quando fica alguns dias mais quieto. Não utiliza outras medicações. Considerando o quadro de Pedro, a conduta correta é:

Alternativas

  1. A) Prescrever agonista β₂-adrenérgico de longa duração e otimizar a dose do salbutamol.
  2. B) Prescrever corticóide oral e encaminhar para o pneumologista.
  3. C) Prescrever corticóide inalatório e otimizar a dose do salbutamol.
  4. D) Prescrever corticóide inalatório e agonista β₂-adrenérgico de longa duração.

Pérola Clínica

Asma persistente (sintomas >2x/sem ou noturnos) → CI diário + SABA SOS, otimizando doses.

Resumo-Chave

Pedro apresenta sintomas de asma persistente (tosse noturna, uso frequente de salbutamol, dias mais quieto), indicando a necessidade de um controlador diário. O corticoide inalatório (CI) é a medicação de primeira linha para o controle da asma, e a dose do salbutamol deve ser otimizada para o alívio rápido, não como tratamento único.

Contexto Educacional

A asma pediátrica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente, sendo uma das principais causas de morbidade e absenteísmo escolar. Caracteriza-se por episódios recorrentes de sibilância, dispneia, aperto no peito e tosse, particularmente à noite ou pela manhã. O manejo adequado da asma é crucial para garantir uma boa qualidade de vida, prevenir exacerbações e reduzir a necessidade de hospitalizações, sendo um desafio comum na atenção primária e secundária. A fisiopatologia da asma envolve uma inflamação crônica das vias aéreas, levando à hiperresponsividade brônquica e obstrução reversível do fluxo aéreo. Fatores genéticos e ambientais contribuem para o desenvolvimento da doença. O diagnóstico é clínico, baseado na história de sintomas recorrentes e na resposta ao tratamento. A suspeita de asma persistente surge quando os sintomas são frequentes (mais de 2 vezes por semana), há despertares noturnos ou necessidade de uso de medicação de resgate (salbutamol) mais de 2 vezes por semana. O tratamento da asma persistente em crianças baseia-se no uso de medicamentos controladores diários, sendo o corticoide inalatório (CI) a primeira linha. O salbutamol (agonista beta-2 de curta duração - SABA) é a medicação de resgate para alívio dos sintomas agudos. A conduta correta para Pedro, que apresenta asma persistente, é prescrever corticoide inalatório para controle da inflamação e otimizar a dose do salbutamol para uso SOS, garantindo que a medicação seja administrada corretamente. O prognóstico é favorável com o controle adequado, mas a adesão ao tratamento e a técnica inalatória são pontos de atenção.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para classificar a asma como persistente em crianças?

A asma é classificada como persistente quando há sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, despertares noturnos por asma mais de duas vezes por mês, uso de SABA mais de duas vezes por semana, ou limitações na atividade.

Por que o corticoide inalatório é a medicação de primeira linha para asma persistente?

O corticoide inalatório atua diretamente na inflamação das vias aéreas, que é a base da asma. Ele reduz a hiperresponsividade brônquica, previne exacerbações e melhora a função pulmonar, sendo um controlador eficaz.

Qual a diferença entre agonistas beta-2 de curta e longa duração no tratamento da asma?

Agonistas beta-2 de curta duração (SABA, como salbutamol) são usados para alívio rápido dos sintomas. Agonistas beta-2 de longa duração (LABA) são controladores, usados em combinação com corticoides inalatórios para manutenção, mas não como monoterapia.

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