Asma Pediátrica: Guia GINA 2024 para Manejo e Tratamento

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025

Enunciado

Escolar, 8 anos, tem histórico de sibilância intermitente e tosse noturna frequente, especialmente nos meses de inverno. Ele foi diagnosticado com asma aos 6 anos e tem usado corticoide inalatório (ICS) em baixa dose como tratamento base. Durante uma consulta de rotina, a espirometria revela um VEF1 de 65% do previsto. A mãe relata que o uso da medicação de alívio tem sido mais frequente nas últimas semanas, cerca de 3 a 4 vezes por semana. O próximo passo no manejo do paciente, segundo Global Strategy for Asthma (GINA), 2024, deve ser:

Alternativas

  1. A) Iniciar a combinação de ICS com LABA em baixa dose.
  2. B) Continuar com a mesma dose de ICS e monitorar.
  3. C) Aumentar a dose do ICS para dose média.
  4. D) Adicionar um antagonista de leucotrienos.
  5. E) Iniciar terapia com um biológico direcionado (anti-IL5).

Pérola Clínica

Asma não controlada em criança com ICS baixa dose → GINA Step 3: ICS/LABA baixa dose ou ICS dose média.

Resumo-Chave

Em crianças de 6-11 anos com asma não controlada em corticoide inalatório (ICS) em baixa dose, o próximo passo, segundo GINA, é intensificar a terapia. As opções preferenciais são adicionar um agonista beta-2 de longa ação (LABA) ao ICS em baixa dose ou aumentar a dose do ICS para média. A combinação ICS/LABA é frequentemente mais eficaz.

Contexto Educacional

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente. O manejo eficaz é crucial para controlar os sintomas, prevenir exacerbações e otimizar a função pulmonar. As diretrizes da Global Initiative for Asthma (GINA) fornecem um guia escalonado para o tratamento, adaptado à idade e ao nível de controle da doença. Em crianças de 6-11 anos, o tratamento geralmente começa com corticosteroides inalatórios (ICS) em baixa dose. Quando uma criança em uso de ICS em baixa dose apresenta asma não controlada, caracterizada por sintomas frequentes, uso de medicação de alívio mais de duas vezes por semana e/ou função pulmonar comprometida (VEF1 < 80% do previsto), é necessário intensificar a terapia. O GINA 2024 recomenda, como próximo passo (Step 3), a adição de um agonista beta-2 de longa ação (LABA) ao ICS em baixa dose ou o aumento da dose do ICS para média. A combinação ICS/LABA é frequentemente mais eficaz na obtenção do controle. É importante monitorar a adesão ao tratamento, a técnica de inalação e os fatores desencadeantes. A espirometria é uma ferramenta essencial para avaliar a função pulmonar e o grau de controle. A escolha do próximo passo deve ser individualizada, considerando a resposta do paciente, a preferência e a disponibilidade dos medicamentos, sempre visando o melhor controle da doença com a menor dose eficaz de medicação.

Perguntas Frequentes

Como é classificado o controle da asma em crianças segundo o GINA?

O controle da asma em crianças é avaliado pela frequência de sintomas diurnos, limitações de atividades, sintomas noturnos, necessidade de medicação de alívio e função pulmonar (VEF1). Asma não controlada é caracterizada por sintomas frequentes, uso de alívio >2 vezes/semana e/ou VEF1 reduzido.

Qual é o próximo passo no tratamento de uma criança de 8 anos com asma não controlada em ICS baixa dose?

Segundo o GINA 2024, o próximo passo (Step 3) para uma criança de 6-11 anos com asma não controlada em ICS baixa dose é iniciar a combinação de ICS com LABA em baixa dose ou aumentar a dose do ICS para média. A combinação ICS/LABA é geralmente preferida pela sua eficácia.

Qual o papel dos antagonistas de leucotrienos (LTRA) no manejo da asma pediátrica?

Os LTRA podem ser usados como uma alternativa para o Step 3 em crianças que não toleram ou não podem usar ICS/LABA ou ICS em dose média. Eles são menos eficazes que as opções preferenciais, mas podem ser úteis em casos selecionados, especialmente se houver rinite alérgica concomitante.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo