Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Criança com 4 anos de idade apresenta crises de tosse e chiado no peito desde o primeiro ano de vida. Nos últimos meses, a família tem procurado o Pronto Socorro de uma a duas vezes por mês, com quadro semelhante, que piora à noite e melhora com inalações e corticoide via oral. As crises exacerbam também com contato com poeira, odores e risos. No seguimento dessa criança, qual terapia de uso diário deve ser iniciada para diminuir as recorrências das crises?
Asma persistente em crianças → corticoide inalatório é a terapia de controle de primeira linha.
A criança apresenta um quadro de asma persistente moderada, caracterizada por sintomas frequentes (1-2x/mês PS, piora noturna, gatilhos ambientais). Nesses casos, a terapia de controle diário é essencial para reduzir a inflamação das vias aéreas e prevenir exacerbações. O corticoide inalatório é a pedra angular do tratamento de manutenção da asma em crianças.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças em todo o mundo, sendo uma das principais causas de morbidade pediátrica. Caracteriza-se por episódios recorrentes de sibilância, dispneia, aperto no peito e tosse, que variam em frequência e intensidade. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, e a classificação da gravidade orienta o tratamento. O manejo da asma pediátrica visa controlar os sintomas, prevenir exacerbações e manter a função pulmonar normal. Para crianças com asma persistente, a terapia de controle diário é fundamental. Os corticoides inalatórios (CI) são a medicação de primeira linha para o controle da inflamação das vias aéreas, sendo altamente eficazes na redução da frequência e gravidade das crises. A escolha do tratamento deve seguir as diretrizes, que escalonam a terapia conforme a gravidade da asma. Em casos de asma persistente moderada, como o descrito, o CI em dose baixa a média é a terapia inicial. Broncodilatadores de longa duração (LABA) são adicionados aos CI apenas se o controle não for alcançado, e nunca devem ser usados como monoterapia devido ao risco de eventos adversos graves.
A asma é classificada como persistente quando os sintomas ocorrem mais de duas vezes por semana, há despertares noturnos frequentes, necessidade de broncodilatador de resgate mais de duas vezes por semana, ou limitação da atividade.
O corticoide inalatório age diretamente na inflamação das vias aéreas, que é a base da asma, reduzindo a hiperresponsividade brônquica e prevenindo as exacerbações de forma eficaz e com poucos efeitos sistêmicos.
Os principais gatilhos incluem infecções virais respiratórias, alérgenos (ácaros, pólen, pelos de animais), irritantes (fumaça de cigarro, poluição, odores fortes), exercícios físicos e mudanças climáticas.
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