HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2024
Menino de 7 anos apresenta, há mais de 6 meses, tosse seca recorrente e acorda à noite, 1 a 2 vezes por semana, por tosse e dispneia. Às vezes, esses sintomas se associam a quadro gripal. Nega febre, obstrução nasal ou coriza constantes. Refere que não apresentou chiado no peito e nem procurou pronto-socorro por dispneia neste período. Gosta de desenhar e não quer mais jogar bola, porque fica cansado com facilidade e precisa parar, por crise de tosse. Antecedentes pessoais: nasceu de 35 semanas, com 2.400 g; foi internado por bronquiolite aos 2 meses e apresentou dermatite até os 3 anos de idade. Nega sibilância. Irmão de 9 meses tem alergia à proteína do leite de vaca e sibilos recorrentes. A mãe é fumante. Ao exame físico: paciente apresenta bom estado geral e bom estado nutricional e nenhuma alteração. Entre os exames abaixo, o melhor para a confirmação da principal hipótese diagnóstica desse menino é:
Tosse crônica, dispneia noturna e cansaço ao exercício em criança com história de atopia/bronquiolite → Asma, confirmar com espirometria.
O quadro clínico do menino (tosse seca recorrente, dispneia noturna, tosse/cansaço ao exercício, história de prematuridade, bronquiolite e dermatite, irmão com atopia, mãe fumante) é altamente sugestivo de asma. A espirometria, com ou sem prova broncodilatadora, é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico em crianças > 6 anos.
A asma pediátrica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo, frequentemente reversível espontaneamente ou com tratamento. É uma das doenças crônicas mais comuns na infância, com prevalência crescente. O caso clínico apresenta um perfil clássico de asma: tosse seca recorrente, dispneia noturna, tosse e cansaço com exercício, além de múltiplos fatores de risco como prematuridade, bronquiolite prévia, dermatite atópica (marcha atópica), história familiar de atopia e exposição ao tabagismo passivo. O diagnóstico da asma em crianças é essencialmente clínico, mas a confirmação objetiva é crucial. Em crianças com mais de 6 anos, a espirometria é o exame de escolha para avaliar a função pulmonar e demonstrar a obstrução do fluxo aéreo, que pode ser reversível após a administração de um broncodilatador (prova broncodilatadora). A ausência de sibilância não exclui o diagnóstico, pois a "asma variante tosse" é uma apresentação comum. O tratamento da asma visa controlar os sintomas, prevenir exacerbações e manter a função pulmonar. Inclui medidas de controle ambiental (evitar fumaça de cigarro), educação do paciente e familiares, e farmacoterapia com broncodilatadores de curta ação para alívio e corticosteroides inalatórios como tratamento de controle. O prognóstico é variável, mas com manejo adequado, a maioria das crianças pode levar uma vida normal.
Os sintomas incluem tosse crônica (especialmente noturna ou após exercício), sibilância, dispneia e sensação de aperto no peito. Nem sempre há sibilância.
A espirometria avalia a função pulmonar e a presença de obstrução reversível das vias aéreas, que é característica da asma. Em crianças > 6 anos, a técnica é geralmente confiável.
Fatores incluem história familiar de atopia, prematuridade, bronquiolite na infância, dermatite atópica, alergias alimentares e exposição ao tabagismo passivo.
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