Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2021
Menina, 6 anos de idade, asma em acompanhamento clínico há 1 ano, atualmente em uso de baixa dose de corticoide inalatório, sem crise desde a última consulta há 3 meses. De acordo com o descrito, em qual etapa do tratamento essa criança está?
Asma em uso de corticoide inalatório baixa dose = Etapa 2 de tratamento.
De acordo com as diretrizes GINA (Global Initiative for Asthma), o uso regular de corticoide inalatório em baixa dose é a terapia de escolha para a Etapa 2 do tratamento da asma, indicada para asma persistente leve ou para manter o controle após uma crise.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente, sendo uma das principais causas de morbidade pediátrica. O manejo adequado da asma infantil é crucial para prevenir exacerbações, otimizar a função pulmonar e melhorar a qualidade de vida. As diretrizes internacionais, como a GINA, fornecem um esquema de tratamento escalonado baseado no nível de controle da doença. A Etapa 2 do tratamento da asma, conforme a GINA, é indicada para crianças que apresentam asma persistente leve, caracterizada por sintomas mais frequentes que a asma intermitente, mas que ainda não justificam doses mais altas de medicação. O pilar dessa etapa é o uso regular de corticoide inalatório em baixa dose, que atua reduzindo a inflamação crônica das vias aéreas. A manutenção do tratamento com corticoide inalatório, mesmo em períodos assintomáticos, é fundamental para o controle a longo prazo da asma e para a prevenção de futuras crises. A adesão ao tratamento e o acompanhamento regular são essenciais para ajustar a terapia conforme a necessidade da criança e garantir o melhor prognóstico possível.
As etapas do tratamento da asma em crianças são graduais, começando com medicação de resgate e progredindo para corticoides inalatórios em doses crescentes, associados ou não a broncodilatadores de longa ação, conforme o controle da doença.
O corticoide inalatório em baixa dose é indicado na Etapa 2 do tratamento da asma, para crianças com asma persistente leve ou para aquelas que necessitam de controle contínuo após uma exacerbação.
O controle da asma é avaliado pela frequência de sintomas diurnos e noturnos, uso de medicação de resgate, limitação de atividades e ocorrência de exacerbações, conforme critérios estabelecidos pelas diretrizes como a GINA.
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