Vassouras - Hospital Universitário de Vassouras (RJ) — Prova 2018
Pré-escolar de quatro anos foi levado ao pediatra do posto de saúde por apresentar crises de sibilância desde os seis meses de vida. No primeiro episódio, foi internado por cinco dias e fez uso de medicações por via inalatória e intravenosa. Evoluiu com crises de cansaço, falta de ar, tosse seca, chiado no peito e coriza de três em três meses, necessitando de observação clínica em unidades de pronto-atendimento. Atualmente, a mãe observa que ele tosse quando corre e ri e as crises se tornaram mensais. O uso de salbutamol inalatório associado a corticoide sistêmico é frequente. A mãe relata que ela teve crises de bronquite até dez anos de idade e o irmão do paciente, com um ano de idade, apresenta dermatite atópica. O exame físico mostra bom estado geral; FR = 28 irpm, eupneico, oximetria de pulso = 98%; sem outras alterações. Baseado nestes dados, o pediatra deve orientar como tratamento profilático inicial o uso diário de:
Asma persistente em pré-escolar com fatores de risco → Corticoide inalatório é a terapia profilática inicial.
O paciente apresenta um quadro de asma persistente, com crises frequentes e necessidade de medicação de resgate e corticoide sistêmico, além de fatores de risco como história familiar de atopia. O corticoide inalatório é a pedra angular do tratamento profilático da asma persistente em crianças.
A asma é uma das doenças crônicas mais comuns na infância, e seu manejo adequado é essencial para prevenir exacerbações, melhorar a qualidade de vida e evitar a remodelação das vias aéreas. O caso descrito sugere uma asma persistente moderada, com crises frequentes, necessidade de corticoide sistêmico e fatores de risco atópicos, indicando a necessidade de terapia controladora diária. O tratamento profilático da asma em pré-escolares baseia-se principalmente no uso de corticosteroides inalatórios (CI). Estes medicamentos atuam reduzindo a inflamação crônica das vias aéreas, que é a base da fisiopatologia da asma. O uso regular e correto do CI é fundamental para o controle da doença, diminuindo a frequência e a gravidade das crises e a necessidade de medicação de resgate. É um erro comum depender apenas de beta-2 agonistas de curta ação (como o salbutamol) para o controle da asma, pois eles apenas aliviam os sintomas, mas não tratam a inflamação subjacente. A associação de corticoide inalatório com beta-2 agonista de ação prolongada (LABA) é geralmente reservada para asma persistente grave ou não controlada com CI em dose média a alta, e não como tratamento profilático inicial em pré-escolares. O corticoide sistêmico deve ser evitado para uso crônico devido aos seus efeitos adversos.
O tratamento profilático é indicado quando a criança apresenta sibilância recorrente com critérios de asma persistente, como crises frequentes, necessidade de medicação de resgate mais de duas vezes por semana, ou histórico de exacerbações graves.
O corticoide inalatório é a medicação controladora mais eficaz para a asma pediátrica, agindo na inflamação das vias aéreas. Seu uso regular reduz a frequência e gravidade das crises, melhora a função pulmonar e previne a remodelação brônquica.
Sinais de asma mal controlada incluem crises frequentes (mensais ou mais), necessidade de beta-2 agonista de curta ação mais de duas vezes por semana, tosse ou sibilância com atividade física ou riso, e histórico de exacerbações graves que necessitaram de corticoide sistêmico.
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