UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022
Menino de 3 anos, asmático, em etapa 2 de tratamento de controle, em uso de corticoide inalatório em baixa dose diária há 3 meses, contínua apresentando exacerbações e necessidade de procurar atendimento em pronto-socorro. Nesta situação, o que seria mais indicado?
Asma não controlada apesar de tratamento → SEMPRE avaliar adesão e técnica inalatória ANTES de escalar terapia.
Antes de intensificar o tratamento da asma em crianças que não respondem à terapia inicial, é fundamental reavaliar a adesão ao tratamento e a técnica de uso do inalador, pois são causas comuns de falha terapêutica.
A asma é uma das doenças crônicas mais comuns na infância, e seu controle adequado é fundamental para prevenir exacerbações, melhorar a qualidade de vida e evitar hospitalizações. O tratamento de controle, geralmente com corticoides inalatórios, é a base da terapia, seguindo um plano escalonado. Quando uma criança em tratamento de controle (como na etapa 2 com corticoide inalatório em baixa dose) continua a apresentar exacerbações, é imperativo investigar as causas da falha terapêutica antes de simplesmente escalar a medicação. As principais razões para o mau controle incluem a falta de adesão ao tratamento, a técnica inalatória incorreta, a exposição contínua a gatilhos e o diagnóstico incorreto. A avaliação da adesão e da técnica de uso do inalador deve ser a primeira medida. Muitos pais e crianças não utilizam os dispositivos corretamente, resultando em subdosagem. Somente após otimizar esses fatores e garantir que o tratamento está sendo administrado de forma eficaz, deve-se considerar a progressão para a próxima etapa do tratamento da asma, que pode incluir o aumento da dose do corticoide inalatório ou a adição de outras medicações.
Os primeiros passos incluem reavaliar o diagnóstico, identificar gatilhos, e, crucialmente, verificar a adesão ao tratamento e a técnica de uso do dispositivo inalatório.
A falta de adesão ou o uso incorreto do inalador resultam em subdosagem do medicamento, impedindo que o corticoide inalatório atinja as vias aéreas de forma eficaz e controle a inflamação.
A escalada do tratamento (passar para a etapa 3 ou além) deve ser considerada apenas após a otimização da adesão e técnica, e se o paciente ainda apresentar sintomas ou exacerbações.
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