SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2020
Uma criança de 8 anos com asma, em uso de beta 2 agonistas de curta duração (salbutamol) nas crises e baixa dose de corticosteroide inalado (CI) contínuo, retorna ao CSC acompanhada da mãe para avaliar o controle clínico da doença. Sua mãe relata uso de medicação de alívio em mais de 3 episódios por semana, nas últimas 4 semanas. Nega presença de sintomas noturnos ou limitação para atividades de vida diária. O médico avalia o uso correto das medicações e exclui outros fatores de descontrole. Nesse caso, a melhor opção para controle é:
Asma parcialmente controlada (alívio > 2x/sem) em CI baixa dose → escalar para CI média dose OU CI baixa dose + LABA.
O uso frequente de medicação de alívio (mais de 2 vezes por semana) em um paciente com asma em uso de corticoide inalatório (CI) em baixa dose indica controle inadequado da doença. Nesses casos, a diretriz GINA recomenda o escalonamento do tratamento, sendo uma das opções mais eficazes a adição de um beta-2 agonista de longa duração (LABA) ao CI em baixa dose.
O controle da asma em crianças é avaliado pela frequência de sintomas diurnos, noturnos, uso de medicação de alívio e limitações de atividade. O uso de medicação de alívio mais de duas vezes por semana (ou mais de três episódios na questão) é um indicador chave de asma não controlada ou parcialmente controlada, mesmo na ausência de outros sintomas, e sinaliza a necessidade de revisão do plano terapêutico. Quando um paciente em uso de corticoide inalatório (CI) em baixa dose (Passo 2 da GINA) apresenta controle inadequado, o próximo passo é o escalonamento terapêutico. As diretrizes GINA oferecem opções para o Passo 3, como aumentar a dose do CI para média ou adicionar um beta-2 agonista de longa duração (LABA) ao CI em baixa dose. A escolha depende da avaliação individual e da resposta prévia. A combinação de CI em baixa dose com LABA contínuo é uma estratégia eficaz para melhorar o controle da asma, reduzindo a frequência de sintomas e exacerbações. Antes de escalar, é crucial reavaliar a técnica inalatória, a adesão à medicação e excluir outros fatores de descontrole, como exposição a alérgenos ou comorbidades não tratadas, para garantir a máxima eficácia do tratamento.
A asma é considerada parcialmente controlada em crianças quando há sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, qualquer limitação de atividade, sintomas noturnos ou despertar devido à asma, ou necessidade de medicação de alívio mais de duas vezes por semana. A presença de uma exacerbação por ano também indica controle inadequado.
O tratamento da asma deve ser escalado quando a doença não está bem controlada, ou seja, quando a criança apresenta sintomas frequentes, uso excessivo de medicação de alívio, despertares noturnos ou limitações nas atividades diárias, apesar do tratamento atual e da boa adesão.
A adição de um beta-2 agonista de longa duração (LABA) ao corticoide inalatório (CI) melhora o controle da asma ao proporcionar broncodilatação prolongada e sinergia com o CI na redução da inflamação. Essa combinação é mais eficaz que o aumento isolado da dose de CI para muitos pacientes, reduzindo sintomas e exacerbações.
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