HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2025
Escolar de 8 anos de idade apresenta crises de sibilância desde os 2 anos, com melhora após o uso de salbutamol de resgate. Foi atendido por pediatra que solicitou espirometria, a qual evidenciou distúrbio ventilatório obstrutivo leve com prova broncodilatadora positiva. Quatro semanas após iniciar tratamento com beclometasona inalatória em baixa dose, paciente ainda refere ter apresentado falta de ar durante atividades físicas e necessidade de broncodilatador de resgate em média 3 vezes na semana para controle de sintomas diurnos.Após verificação da técnica inalatória e adesão, o próximo passo, de acordo com as orientações do GINA, deve ser
Asma <12 anos, controle inadequado com CI baixa dose → considerar CI/LABA (Formoterol-Budesonida) diário.
Em crianças com asma persistente e controle inadequado com corticoide inalatório em baixa dose, a diretriz GINA recomenda a escalada terapêutica. A opção de substituir o corticoide inalatório isolado pela combinação de corticoide inalatório e agonista beta-2 de longa ação (CI/LABA), como formoterol-budesonida, é uma estratégia eficaz para melhorar o controle dos sintomas e reduzir exacerbações.
A asma pediátrica é uma doença crônica comum que afeta milhões de crianças, sendo uma das principais causas de hospitalização e absenteísmo escolar. O manejo adequado é crucial para garantir uma boa qualidade de vida e prevenir exacerbações graves. As diretrizes do GINA (Global Initiative for Asthma) fornecem um guia baseado em evidências para o tratamento e controle da asma em todas as faixas etárias. O diagnóstico da asma é clínico, com suporte de exames como a espirometria em crianças maiores. O tratamento é escalonado, iniciando com corticoides inalatórios em baixa dose. A avaliação do controle é contínua, e a persistência de sintomas apesar do tratamento inicial indica a necessidade de ajuste terapêutico. A fisiopatologia envolve inflamação crônica das vias aéreas, hiperresponsividade brônquica e obstrução reversível do fluxo aéreo. O objetivo principal é alcançar e manter o controle da asma, minimizando os sintomas e o risco de exacerbações futuras. A escolha da medicação e a estratégia de escalonamento devem ser individualizadas, considerando a idade do paciente, a gravidade da doença e a resposta ao tratamento. A educação do paciente e da família sobre a técnica inalatória e a adesão são fundamentais para o sucesso terapêutico.
O controle da asma em crianças é avaliado pela frequência de sintomas diurnos e noturnos, necessidade de broncodilatador de resgate, limitação de atividades e exacerbações.
A combinação formoterol-budesonida oferece um corticoide inalatório para controle da inflamação e um LABA de início rápido para broncodilatação, sendo eficaz tanto na manutenção quanto no alívio rápido dos sintomas em esquemas específicos.
A escalada é considerada quando o paciente apresenta sintomas persistentes, necessidade frequente de broncodilatador de resgate ou exacerbações, apesar do uso regular e correto da medicação de controle atual.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo